São Paulo desafia pressão e ambiente pesado contra o líder Atlético-MG

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Fotos: Rubens Chiri / saopaulofc

O São Paulo recebe o líder Atlético-MG neste sábado, às 21h, no Morumbi, pela 22ª rodada, em momento de oscilação na temporada. Em meio à má fase e eliminações, o técnico Hernán Crespo tem sido respaldado publicamente pelo presidente Julio Casares e o diretor de futebol Carlos Belmonte. Mas o ambiente no Morumbi é pesado.

A pressão aumentou dentro e fora do clube após as eliminações na Copa Libertadores (Palmeiras) e Copa do Brasil (Fortaleza), embora fosse sabido nos bastidores que o São Paulo não tinha um elenco capaz de brigar de igual para igual com os principais postulantes em três campeonatos ao mesmo tempo.

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Isso porque a avaliação era de que não havia tantas opções de qualidade como Flamengo e Atlético-MG, vivos no Brasileirão, na Libertadores e na Copa do Brasil, nem tempo suficiente para treinar o time. Ou seja, a corda uma hora "iria estourar". Agora, com mais folga no calendário, a expectativa é por uma melhoria de desempenho, o que não aconteceu.

Nos últimos seis jogos, o Tricolor venceu um, empatou três e perdeu dois. Atualmente, o time é o 12º colocado, com 26 pontos, quatro abaixo do G-6 e três acima do Z-4.

No meio da semana, o São Paulo ficou no empate sem gols com o América-MG e saiu no lucro pelo desempenho dos times na partida atrasada da 19ª rodada disputada no Morumbi. Antes disso, a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-GO teve dois tempos distintos: o primeiro de imposição com boa atuação e o segundo de queda de rendimento e pressão do Dragão.

Nesse contexto, o duelo com o Galo ganha mais importância. Uma vitória sobre o líder poderia dar novo ânimo no objetivo de se afastar mais do Z-4 e buscar aproximação da vaga na Libertadores, principal meta para o fim da temporada de olho em 2022. Não há indícios claros de que uma possível derrota gere um movimento imediato a ponto de causar uma mudança na comissão técnica, embora o ambiente não esteja tranquilo. Mas um novo tropeço (empate ou derrota) aumentaria a sequência de resultados ruins no retrospecto recente, com desempenho questionável.

Se cumprir o planejamento do futebol, o São Paulo avaliará o trabalho de Crespo ao final desta temporada. Até agora o time foi campeão Paulista (quebrou jejum de oito anos sem títulos), caiu nas quartas de finais da Libertadores e nas quartas de finais da Copa do Brasil. Os resultados cumpriram as metas mínimas orçamentárias do clube, embora a base para tal fosse financeira e não esportiva.

Hernán Crespo tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2022. A multa rescisória do treinador argentino é de US$ 750 mil (R$ 3,9 milhões na cotação atual) desde julho deste ano. Até junho, a cláusula exigia o pagamento de US$ 1 milhão (R$ 5,26 milhões).

A partir de janeiro do próximo ano, a multa rescisória de Crespo sofrerá redução e será de US$ 500 mil (R$ 2,63 milhões). O montante será o mesmo até o fim de 2022.