Quem precisa de Ibra? Suécia triunfa em primeira Copa sem o astro

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O atacante não participou dos triunfos com sua seleção, que está nas quartas de final da Copa do Mundo com os campeões Sub-21 de 2015

Goal

Zlatan Ibrahimovic  foi um dos atacantes mais icônicos da última década, tanto dentro quanto fora do campo. O talento do centroavante não pode ser questionado, mas seu caráter e suas frases de efeito sobre seu próprio futebol fizeram com que fosse impossível ignorá-lo. Além disso, a Suécia voltou a ter bom desempenho assim que o astro deixou o time.

Em 2016, se aposentou da seleção sueca com um anuncio publicitário após o fracasso da Euro 2016, em que não foi além da fase de grupos e não conseguiu marcar gols.

Sem análise, seus números não são ruins. Ibra atuou na Suécia por 14 anos, jogando 107 partidas e fazendo 61 gols.

Emil Forsberg Sweden 2018
(Foto: Getty Images)

Entretanto, Ibrahimovic só avançou além de uma fase de grupos de Eurocopa ou Copa do Mundo duas vezes, na Euro de 2004 e no Mundial de 2006, e não foi nem quando estava em seu auge. Nas Euros seguintes (2008 e 2012), fez dois gols em cada torneio, mas em Copas a situação foi bem diferente, já que nem conseguiu vaga em 2010 e 2014.

Sua aposentadoria em 2016 fez passar a imagem ao público de que a Suécia pioraria seus resultados, porém aconteceu o contrário. A saída de Ibrahimovic coincidiu com a chegada de Janne Andersson, um técnico que trabalhou uma ideia coletiva com a seleção sueca na qual nada brilha acima do excelente trabalho tático e defensivo da equipe.

Gianluigi Buffon Italy Sweden
(Foto: Getty Images)

Na Rússia em 2018, eles são um time extremamente difícil, que só sofreu dois gols em quatro partidas do torneio, e que conseguiu desclassificar a tetracampeã Itália na repescagem.

Além de tudo, este Simeone sueco está sabendo sabe tirar proveito da nova leva de talento da equipe, em que se destaca a explosão de Forsberg e a inclusão de alguns jovens que foram campeões da Europa pelo Sub-21 em 2015: Lindelof, Augustinsson, Kiesse e Guidetti, que criaram um grupo formidável ao lado dos veteranos antes na sombra de Ibrahimovic, como Berg ou Granqvist, que se converteu em líder após a saída do atacante do Los Angeles Galaxy.

 Após obter a classificação heroica contra a Itália, Andersson teve que lidar com rumores de um possível retorno do sueco à seleção, o que chegou a incomodar o técnico. “É incrível, levou um ano e meio sem jogar para nossa seleção. Temos que falar dos jogadores que estão agora”, disse ele.

O orgulhoso Ibra deve ter tido um sentimento doce e amargo ao mesmo tempo, ao ver seus compatriotas chegarem às quartas de final da Copa do Mundo de 2018 sem ele. Mas a seleção sueca está provando que uma ideia coletiva é às vezes mais importante que ter uma grande estrela na equipe.

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