Qual foi o legado de Portugal na Copa do Mundo de 2018?

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Pés no chão, mas se permitindo ao sonho, os lusos deram um pequeno e importante passo apesar da eliminação

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“Conquista o sonho”. Foi com este slogan que a seleção portuguesa chegou na Rússia para a disputa da Copa do Mundo.

Ao longo das várias entrevistas coletivas concedidas desde então, o discurso jamais foi alterado. Confiança para se ver como um dos candidatos ao título, afinal de contas quem tem Cristiano Ronaldo sempre terá a possibilidade de alcançar voos altos; mas pés no chão de garantir que não estava entre os favoritos.

O primeiro grande objetivo era passar pela fase de grupos. A equipe de Fernando Santos conseguiu, embora com grandes dificuldades e até mesmo um pouco de sorte – já que o Irã esteve a centímetros de uma vitória por 2 a 1 que eliminaria os lusos antes mesmo das oitavas de final.

A segunda missão, alcançar ao menos as semifinais, como fizeram os times treinados por Otto Glória e Felipão respectivamente em 1966 e 2006 – quando Portugal teve suas melhores campanhas. Mas essa não deu para cumprir.

Decepção pela queda, mas ‘cabeça erguida’ por ter sido contra uma equipe tradicional como o Uruguai. Se em 2014 foi eliminado na fase de grupos, o resultado de agora ao menos se iguala a 2010.

Portugal Uruguai Copa do Mundo 30 06 2018(Foto: Getty Images)

Antes de iniciar a campanha em 2018, Portugal havia passado da primeira fase apenas três vezes em três participações (1966, 2006 e 2010). Em sua sétima Copa, a equipe das Quinas desequilibrou o empate: agora tem um histórico de chegar mais vezes ao mata-mata.

Por isso, ainda que as boas lembranças tenham se restringido mais ao orgulho do início espetacular de Cristiano Ronaldo e a histórica exibição do craque contra a Espanha, no empate em 3 a 3, o saldo geral é de que Portugal deu mais um pequeno passo no caminho para se firmar como uma seleção de respeito nos Mundiais.

Cristiano Ronaldo Portugal Espanha 15 06 2018Exibição de CR7 contra a Espanha foi o ponto alto de Portugal (Foto: Getty Images)

Entretanto, dentre as suas melhores campanhas esta foi a pior. Porque a seleção que chegou nas oitavas de final em 2010, contra a Espanha, terminou com um saldo de gols em +6 (fruto dos 7 a 0 aplicados contra a Coreia do Norte) em um grupo que ainda tinha o Brasil – com quem os lusos empataram sem gols.

A missão agora é dar sequência a este trabalho, e renovar alguns nomes já pensando em 2022. Afinal de contas, o último suspiro da geração que brilhou em 2006 e ajudou na conquista da Euro 2016, foi dado.

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