Ninho do Urubu: Para enfrentar a maratona de jogos, Barbieri prepara 'vários Flamengos'

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Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação
"O assassino calendário nacional já voltou e não haverá mais tempo para improvisações, Barbieri sabe disso..."


Por Bruno Guedes


Um dos maiores problemas do futebol brasileiro é seu calendário com jogos a cada três dias. Ele derruba qualquer possibilidade de um trabalho mais profundo dos treinadores, variações táticas e suas ideias implantadas. Mas pelo menos no Flamengo a parada para a Copa do Mundo ajudou quanto a isso. Barbieri aproveitou a intertemporada para criar possíveis soluções.

Com a necessidade de vencer a todo custo para se manter no cargo, os técnicos brasileiros, há pelo menos duas décadas, abrem mão de suas convicções para montagem de times que vençam ainda que jogando mal. Junta-se a isso o fato da ausência de tempo para implantá-las. Com um período longo como o que aconteceu no Brasil por conta do Mundial, vários profissionais puderam trabalhar com a ausente pré-temporada do começo do ano. Para Maurício Barbieri foi uma necessidade preciosa.

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(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação)


Maurício pegou o Flamengo com um trabalho em andamento, ajustando parcialmente o time ao seu modo. Chegou à liderança do Brasileirão e conseguiu, ainda que oscilando em algumas partidas, uma equipe mais encorpada às suas ideias. Classificado para três competições ao mesmo tempo, a maratona de jogos obrigará novas soluções e eventuais necessidades para alterações de esquemas durante as partidas. E isso não pode ser feito de qualquer maneira.

Na parada para a Copa, Barbieri então passou a trabalhar isso junto ao seu modelo ideal de jogo. Além de manter o 4-1-4-1 que vinha trabalhando, testou situações de jogos, como a possibilidade de um 4-4-2 com o meio-campo totalmente técnico e até mesmo Cuéllar como zagueiro. Também aprimorou a fase defensiva. Essas simulações não querem dizer que o técnico vai jogar assim a partir de agora, conforme muitos torcedores ansiosos já se anteciparam a fomentar.

Ter variações táticas é algo comum em diversos clubes nos grandes centros. Até mesmo no Brasil, antes de virarmos a Idade da Pedra do futebol, praticava-se tal rotina de treinamento. Um 4-4-2 pode ser usado em meio às necessidade de uma partida. O colombiano na defesa em caso de expulsão ou o Paquetá como volante, buscando maior controle da posse contra adversários mais fechados, são exemplos.

Testes acontecem e são necessários para que nada seja feito de improviso durante os jogos. Para que jogadores e comissão técnica já saibam como se comportar ou até mesmo a reação de cada um nas alterações táticas. Um modelo conhecido e já praticado anteriormente.

O assassino calendário nacional já voltou e não haverá mais tempo para improvisações. Barbieri sabe disso. E acerta ao buscar soluções.

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