Michel Vlap voltou na sexta-feira a um terreno familiar no De Grolsch Veste, onde assistiu, como torcedor na arquibancada, ao jogo entre o FC Twente e o FC Volendam. O meio-campista do Al-Ahli demonstrou claramente ter gostado da visita a Enschede e se sentiu imediatamente em casa. Apesar de estar no Catar, seu vínculo com o clube continua tão forte quanto sempre foi.
O holandês aproveita todas as oportunidades para acompanhar o Twente de perto, sempre que sua agenda permite. Desta vez também não deixou passar a chance e foi para a arquibancada, entre os torcedores. O reencontro com seus antigos companheiros de equipe fez visivelmente bem a ele.
“Eu também estive em casa por um breve período há um mês e meio, e agora voltei”, disse Vlap diante das câmeras da ESPN. “Os rapazes já tinham dito: ‘você sente nossa falta, né’. É claro que sinto falta dos rapazes. Quando você está no estádio como torcedor, é maravilhoso”, conta Vlap com um sorriso. O meio-campista ressalta, assim, o quanto o clube ainda é especial para ele.
Ao mesmo tempo, sua situação atual no Catar é menos tranquila devido à guerra no Oriente Médio. Vlap é sincero sobre as circunstâncias em que se encontra e traça um retrato matizado de sua vida por lá.
“Não é uma situação agradável, sejamos sinceros. Dá para sentir muito disso, mas, felizmente, me sinto seguro. Isso é o mais importante”, afirma Vlap. O meio-campista acompanha de perto os acontecimentos e avalia suas opções.
Sua família permanece, por enquanto, na Holanda, uma escolha consciente do jogador. “No fim das contas, optei por deixar minha esposa e meu filho aqui na Holanda. Enquanto me sinta seguro, está tudo bem. Se a situação piorar muito e eu não me sentir mais à vontade, vou ver o que farei”, continua ele, não descartando uma eventual partida.
Os espectadores não demonstram nenhuma compaixão
Nos comentários das imagens da ESPN no Instagram, há pouca compreensão pela situação de Vlap. Os espectadores são críticos e afirmam que o meio-campista escolheu conscientemente o dinheiro e, por isso, não deve reclamar das circunstâncias em que se encontra agora.
Vários espectadores escrevem comentários contundentes como: “Tudo pelo dinheiro. E agora reclama”, e: “Não tenho a menor simpatia por ele”. Também se lê: “Não chore depois, ganancioso” e “Chorão, você mesmo foi lá ganhar dinheiro”. Fica claro, assim, que grande parte do público demonstra pouca compaixão.
“No ano passado, ele ainda queria ir para a Rússia. Também não é exatamente uma situação agradável, não é?”, dizem com cinismo. Outros concordam: “Esse cara queria até ir para a Rússia pelo dinheiro.”
