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Organizada da Seleção promete Rússia “caindo no samba” e cria hit para jogos do Brasil: “É a Copa do Neymar”

09:00 BRT 05/06/2018
Torcida Canarinho - Brasil - 4/06/2018
Grupo se movimenta para empurrar o time de Tite no Mundial com bandeiras, faixas e instrumentos musicais


GOAL Por Fernando H. Ahuvia

A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, está chegando e muitos brasileiros já começam a arrumar as malas para assistir aos jogos da Seleção Brasileira de perto. É o caso de Daniel Victor Leon, um dos criadores da Torcida Canarinho, que organizou sua viagem e a de cerca de outros 50 torcedores para o país do leste europeu.

Idealizada por Daniel e alguns amigos em 1998, a Torcida Canarinho, que se dedica exclusivamente à Seleção, tomou forma em 2005 para começar a seguir o Brasil durante a Copa do Mundo de 2006. Desde então, o grupo vem acompanhando a equipe nacional em todos os jogos e competições.

“A Torcida Canarinho surgiu de verdade em 2006, que foi o primeiro jogo que assistimos em Copa do Mundo, Brasil e Croácia, no dia 19 de junho de 2006. Mas a gente começou com a ideia lá em 1998 e oficializou mesmo em 2005, quando combinamos e começamos a comprar as passagens para ir para Alemanha. A gente já tinha a ideia de formar a torcida, ter bateria, faixas, gritos próprios, mas éramos muito moleques e não tínhamos condições de ir. Quando chegou a da Alemanha nos preparamos... Entramos com os instrumentos nos jogos, começamos a cantar as músicas, agitamos a galera e aí de fato a Torcida Canarinho passou a existir”, declarou Daniel Leon em entrevista à Goal Brasil.

A promessa da Torcida Canarinho é fazer ao lado de todos os brasileiros que estiverem na Rússia uma grande festa para ajudar a empurrar o Brasil rumo ao hexacampeonato. Para isso, eles contarão com bandeiras, faixas e instrumentos musicais.

“Estamos indo em 50 ou 60. Da galera que eu organizei somos uns 40 ou 50, mas tem vários agregados. Tem a galera do Movimento Verde-Amarelo indo, então acho que nos jogos de São Petesburgo e Moscou, que é Brasil e Costa Rica e Brasil e Sérvia, estaremos em mais de 200 na arquibancada”, explicou.

“Copa do Mundo é uma grande festa. Digo isso não só me referindo aos jogos do Brasil. Claro que não dá para estar no estádio em todas as partidas das outras seleções, mas queremos assistir o máximo possível seja na rua ou nos pubs... O momento da execução dos hinos é algo emocionante e que nunca perdemos. Quem assiste na televisão sabe muito mais das notícias do que a gente, porque saímos pra fazer festa e bagunçar depois dos jogos. Vamos aproveitar ao máximo e dessa vez esperamos fazer a festa do hexa no final”, acrescentou.

Apaixonado pelo Corinthians e pelo Brasil desde criança por influência do seu pai, avô e tio, Daniel Leon passou algum tempo nos últimos dias criando novos hits para empurrar o time canarinho nos jogos do Mundial (confira o vídeo no topo da matéria).

“Eu sou doente por futebol, porque meu pai, meu avô e meu tio sempre foram doentes por futebol. Eles vieram do Egito e torciam pelo Zamalek, que já é uma torcida retardada. Aqui eles, foram assistir alguns jogos São Paulo e Santos, e dos melhores times do país no momento. Determinado dia falaram pra eles que a Lazio, campeã italiana, viria ao Brasil jogar contra o Corinthians. Eles foram assistir e o Corinthians ganhou de 5 a 2*, se não me engano, a torcida empolgou muito e eles obviamente viraram corintianos. Mas o meu pai sempre gostou muito também de Copa do Mundo e da Seleção Brasileira, então desde pequeno tenho gravado os arquivos em VHS do Corinthians e jogos da Copa do Mundo... Essa relação com a Seleção já vem de família. E claro, porque meu clube tem uma torcida fanática e a gente falava: “Pô, por que não o Brasil também ter uma torcida fanática?”. Obviamente que a Torcida Canarinho tem gente que torce para todos os clubes, mas a intenção é fazer com que a torcida realmente motive e empurre a Seleção e os atletas brasileiros seja onde for”, finalizou.

(*Nota: A partida disputada em 1957 pela Copa Morumbi, no Pacaembu, terminou 5 a 0 para o Corinthians).

Acompanhe, nesta quarta-feira (6), a segunda parte da entrevista exclusiva com Daniel Victor Leon. Nela, ele relembra os encontros com Gaúcho, torcedor-símbolo da Seleção, e fala sobre o comportamento do público em jogos do Brasil.