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Barcelona

O doblete do Real Madrid deve servir de motivação ao Barcelona

18:50 BRT 06/06/2017
Barcelona Real Madrid
A equipe catalã exigiu durante anos o melhor do Real Madrid que respondeu a altura; este é o momento de dar um passo a frente

Qualquer outra equipe pode ter sucumbido a Era Lionel Messi, mas não foi o caso do Real Madrid. Desde que o argentino debutou no time catalão, naquele distante 16 de outubro de 2004 diante do Espanyol, o clube culé somou trinta títulos, mais do que o dobro do time merengue, que acaba de conquistar o doblete de forma incontestável, esmagando a Juventus na final da Champions League, sem deixar chance para o Barcelona na La Liga, mesmo com o time mostrando no Santiago Bernabéu que se pode vencer este Real Madrid.  

A ‘realmadrização’ do Barcelona

Este é o que sente muitos torcedores do Barça, pois com jogadores como Messi tudo é possível. O argentino é único e deve-se aproveitar os bons momentos quando eles aparecem. Será muito improvável voltar a ver um jogador que uma o talento e a efetividade como faz “La Pulga”. Ainda mais que o clube não precisou pagar nada pelo jogador que absorveu os conceitos de jogo do clube desde a infância. Ele foi a cereja do Barcelona de Pep Guardiola e de Tito Vilanova, deixando o mundo inteiro com a boca aberta.

Mas o Real Madrid foi capaz de se levantar e montar uma equipe de notória “ascendência barcelonista” contratando jogadores como Luka Modric, Toni Kroos e Isco Alarcón para o meio campo, além do seu próprio atacante fora do sério, Cristiano Ronaldo. O Barcelona, no entanto, sucumbiu na tentativa de se converter em Real Madrid, pelo menos em termos de ambição. Entretanto, desde a estreia de Messi, entre os feitos de um e de outro clube houve um salto significativo que os merengues souberam responder ao melhor Barcelona da história, com títulos e jogos.

É evidente que o Barcelona de Messi ganhou muito mais que o Real Madrid nestas últimas treze temporadas. Assim como os merengues se esforçaram para mesclar – com êxito – as “contratações galácticas” com uma grande subida de jovens jogadores pratas da casa ao time principal, deixando o Barcelona para trás na corrida, que pensava talvez que o futebol de Andrés Iniesta duraria para sempre e não é assim. O modelo Barcelona ainda está lá, ainda que não tenha no Camp Mou muitos jogadores capazes de executá-lo, de maneira que no verão passado, Josep Maria Bartomeu, gastou quatro vezes mais que Florentino Pérez em reforços.  

E assim se inverteram as posições. O Barcelona que exigiu ao máximo do Real Madrid acabou convertendo os merengues em referência na Europa. Agora é o momento de que o êxito do Real Madrid – nos últimos quatro anos apenas o triplete de Luis Enrique em 2015 evitou uma Era merengue similar a dos anos sessenta no velho continente – sirva de motivação al clube azul grená em todas as dimensões. Começando com as contratações e terminando com a alta demanda que implica vestir uma destas camisas. Tal competitividade entre eles deve servir para voltar a ver um Barcelona a mesma altura em que os merengues têm estado.