O Brasil na Copa: sem "Neymardependência", mas sem brilho individual

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Shaun Botterill/Getty
Seleção Brasileira não teve um nome de destaque no setor ofensivo durante todo o Mundial

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Não é novidade nenhuma dizer que a Seleção Brasileira é conhecida não só pelas suas cinco conquistas em Copas do Mundo, mas também por ser uma equipe que costumar ter ao menos um jogador que se destaque individualmente em um Mundial. O Brasil, inclusive, já chegou a ser destacado algumas vezes não tanto pelo trabalho coletivo, mas sim por possuir aqueles jogadores que fazem a diferença. E foi exatamente isso o que faltou na Rússia 2018.

Nomes não faltaram na lista de Tite para serem os destaques individuais do Brasil no setor ofensivo: Neymar, Philippe Coutinho, Willian, Gabriel Jesus, Douglas Costa, Firmino... mas a verdade é que nenhum deles conseguiu assumir esse posto quando o caminho na Copa do Mundo começou a ficar mais estreito.

Philippe Coutinho
(Foto: Getty Images)

Na fase de grupos, Philippe Coutinho foi quem mais apareceu, com dois gols marcados, mas já nas eliminatórias oscilou e não conseguiu desempenhar o que nós brasileiros nos acostumamos a acompanhar. 

Willian Edson Alvarez Brazil Mexico 2018 World Cup
(Foto: Getty Images)

Willian fez uma Copa do Mundo muito abaixo de seu melhor nível. Ele errou passes, dribles e, por algumas vezes, se mostrou tímido em campo, sem confiança. O camisa 19 teve um lampejo contra o México nas oitavas de final, mas já contra a Bélgica voltou a ir mal e acabou sendo substituído no intervalo.

Gabriel Jesus I Brasil Bélgica I 06 07 18 I Copa do Mundo
(Foto: Getty Images)

Já a história de Gabriel Jesus não é muito diferente. Apesar de muito jovem e estar estreando na Copa, o atacante nitidamente sentiu o peso de disputar a competição. Com créditos com Tite, que optou por mantê-lo entre os titulares, apesar de muitos pedirem a entrada de Firmino, Jesus encerrou o Mundial com uma péssima marca para a sua carreira: ele se tornou o primeiro camisa 9 do Brasil a deixar uma Copa do Mundo após cinco jogos e não ter marcado um gol sequer. Claro que ele pode apagar essa história em 2022, quando estiver mais experiente em todos os sentidos. Mas até lá, esse peso ficará em suas costas.

Douglas Costa Brasil x Bélgica Copa do Mundo 06 07 18Firmino I Brasil México I 02 07 18 I Copa do Mundo
(Fotos: Fred Lee/Getty Images e  André Mourão I MoWa Press)

Douglas Costa e Firmino merecem um parênteses entre os demais companheiros. A dupla não iniciou nenhum jogo como titular, mas quando esteve em campo, conseguiu se destacar de forma que muitos não conseguiram. Talvez se tivessem tido mais tempo de jogo - principalmente Firmino, já que Douglas ficou de fora de alguns jogos por causa de lesão - poderíamos, quem saber, estar contando outra história.

Thomas Meunier Neymar Belgien Brasilien 06072018
(Foto: Getty Images)

Por fim, Neymar. É sabido que o camisa 10 chegou ao Mundial se recuperando de uma cirugia no pé direito e que a expectativa era de ele alcançaria a sua melhor condição física justamente na reta final da Copa. Só que ele também deixou a desejar. Mesmo procurando muito os jogos, procurando trazer a responsabilidade para si, o atacante esteve longe voltar a mostrar as grandes apresentações que já fez vestindo a amarelinha. E o pior: foi mais noticiado por seu comportamento em campo ao receber faltas do que pelo entregou no gramado.

Se Tite queria uma equipe sem a "Neymardependência" na Copa do Mundo, conseguiu, já que o Brasil realmente atuou de forma coletiva. Mas aí faltou justamente aquilo pelo qual o país é conhecido mundialmente: a qualidade individual. E na Rússia, ela só teve lampejos na equipe Canarinho.

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