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No São Paulo Dani Alves não está tão diferente, mas sozinho não faz milagre

08:00 BRT 31/10/2019
Dani Alves São Paulo CSA Brasileirão 15092019
Ora meia, ora lateral, o camisa 10 não diminuiu a sua média de atuação... mas individualidade não está aparecendo em meio a um grupo ainda inconstante

Daniel Alves foi criticado por alguns torcedores após a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, no clássico válido pela 29ª rodada do Brasileirão.

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Fernando Diniz voltou a escalar o craque de 36 anos na lateral-direita, mudando de ideia e colocando o camisa 10 no meio-campo nos 45 minutos finais. Não adiantou: a noite era do Palmeiras, que poderia ter feito ainda mais.

Jogador mais vitorioso na quantidade de títulos, Dani Alves chegou ao São Paulo depois de ter sido eleito melhor jogador da Copa América conquistada pelo Brasil. Apesar dos 36 anos, estava na mira de gigantes europeus como Barcelona (onde já está na história) e Juventus (onde também ganhou títulos). Mas comprou a ideia de jogar no Brasil e pelo clube de seu coração.

A expectativa geral era de que alçaria o Tricolor ao nível que o clube busca estar há anos, mas que há anos vem falhando em estar.

O camisa 10 fez apenas um gol até aqui – na sua estreia contra o Ceará. É dono de duas assistências

Só que apesar das críticas, os números de Daniel não são tão diferentes em relação ao apresentado em sua última temporada pelo PSG – quando também somou mais jogos no meio do que como lateral.

Considerando a média por jogos: ele finaliza mais pelo São Paulo (1.3 contra 1 no PSG), cria mais oportunidades (2.9 contra 1.5) e participa mais das ações com bola (91.4 comparado a 79.1). Defensivamente também é melhor, já que desarma mais (2.3 contra 1.8) e tem mais interceptações (0.4 contra 0.3).

São dois os problemas aí: o discurso do próprio Dani Alves, exaltando muitas vezes a sua história em meio a uma situação que não é boa em seu time, e o time em si, que apesar do investimento e alguns nomes há tempos decepciona o torcedor com resultados e desempenho.

(Foto: Getty Images)

Um dado que ajuda a entender como a equipe não esta ajudando Dani Alves a explorar o máximo de seu potencial ofensivo é justamente sua comparação com um antigo concorrente: no Flamengo, Rafinha tem médias ligeiramente inferiores em desarmes (2.2) e chances criadas (1.%), e ainda assim é o melhor lateral-direito do campeonato por causa de seu talento e do que toda a equipe faz em campo.

Ora lateral, ora meia, Dani Alves não consegue ser o que esperavam porque o time também não ajuda.