Ninho do Urubu: Diretoria do Flamengo faz pirraça como criança mimada

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Raísa Simplicio / Goal Brasil
"A torcida não está cansada, ela está revoltada. Não pelos fracassos, mas sim pela passividade e as pirraças da diretoria"


Por Bruno Guedes


Toda criança quando está acuada e não sabe mais o que fazer para conseguir o que quer, parte para a birra. Pois é exatamente assim que vem agindo a diretoria do Flamengo no ano de 2017. Acumulando mais fracassos que títulos, não sabe mais como dar um passo à frente e começa a querer ir não só contra a opinião da torcida e imprensa, parecendo querer irritá-los, mas também a negar seus próprios erros. Nada mais do que a velha pirraça infantil.

Diego Flamengo Fluminense Copa Sudamericana 01112017
(Foto: Gilvan de Souza/CR Flamengo/Divulgação)

Logo após a eliminação vexatória da Libertadores, o presidente Bandeira de Mello foi à imprensa e, quando questionado se haveria mudanças, disse que não via motivos e ainda chamou de "falsos rubro-negros" quem pedia isso. Rapidamente o termo virou meme e ironizado pela torcida. Esta semana, em entrevista ao portal UOL, o gerente de futebol Mozer além de dizer que a conquista apenas do fraquíssimo Campeonato Carioca era algo para se comemorar, falou que "o Flamengo não trabalha com dispensas para 2018". Isso exatamente logo quando o time tem um desempenho individual ridículo em Porto Alegre, repleto de falhas individuais dos mesmos jogadores de sempre.

O nome disso é pirraça. Como uma criança que arrumou metade do quarto e agora já quer sair para brincar na rua, a diretoria do Rubro-Negro sentou sobre o argumento de que as finanças estão em dia e que o investimento foi feito. Não, isso não basta. A bagunça não foi arrumada, está incompleto o serviço. Falta cobrança. Falta assumir responsabilidade pelo que não dá certo ao invés de insistir neles. Faltam resultados!

Vereadora Tânia Bastos Presidente Flamengo Eduardo Bandeira de Melo (c) Superintendente da Ilha do Governador Daniel Balbi 06 02 17
(Foto: Wellignton Jorge / Divulgação)

Atual diretoria do Flamengo é, de longe, a melhor da história do clube em termos financeiros. Mas sua mentalidade é perdedora. Acomodada com o fracasso. Acostumada a perder. Resiliente a não sair do lugar comum. 

Ao final do ano é preciso uma forte mudança de postura. Mudanças drásticas no elenco, dispensa de profissionais que não acrescentam mais e ainda conseguiram a antipatia da torcida. Fora dos gramados também já há desgastes. Não se pode confundir história vencedora com eterna gratidão até mesmo nos erros. Clube se faz com gente que entenda o futebol praticado em 2017, com gana de vencer! Não uma vitrine à céu aberto de ex-jogadores.

A torcida não está cansada, ela está revoltada. Não pelos fracassos, mas sim pela passividade e as pirraças da diretoria. Como uma criança mimada e que não sabe o que fazer. Só que agora, ao contrário de outros anos, os torcedores já começam a colocá-la de castigo. E isso pode custar caro nas eleições.

Bruno Guedes colunista torcedor Flamengo
Bruno Guedes é músico, apaixonado por futebol e beisebol. Brasiliense por certidão e carioca de coração, acredita no futebol brasileiro e tem Romário como o maior jogador que viu dentro das quatro linhas.

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