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Momentos Campeões: Apesar de juventude, campeã França se garantiu ao mostrar maturidade na Rússia

16:00 BRT 15/07/2018
France Croatia World Cup 15072018
Segunda equipe mais jovem do Mundial, a França soube controlar os jogos defensivamente para não reviver o trauma da Euro de 2016

Uma equipe jovem e traumatizada por uma derrota em casa na Euro dois anos atrás. Tudo indicava por uma França ansiosa na final da Copa do Mundo. Mas o que se viu foi o contrário neste domingo (15), quando os Bleus souberam sofrer a pressão rival e conquistaram o bicampeonato do mundo ao bater a Croácia por 4 a 2 em Moscou.
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Apesar de ter entrado no estádio Lujniki como grande favorita, a França assumiu uma postura recuada no es, dando a bola para os rivais e esperando o momento certo para atacar. Assim como na semifinal diante da Bélgica, esse momento veio na bola parada. Aos 18 minutos, Griezmann bateu falta e Mandzukic desviou para a própria meta.

O meia também converteu de pênalti após toque da mão de Perisic para fazer 2 a 1. Antes, o mesmo Perisic havia empatado a partida.


(Foto: Getty Images)

No segundo tempo, as pernas croatas pareceram ter sentido o jogo extra disputado pela sequência de três prorrogações. Os espaços apareceram, e Pogba acertou lindo chute de fora da área para ampliar o placar aos 14 minutos da segunda etapa.

Coube a Kyllian Mbappé, eleito jogador revelação do Mundial, dar o golpe final aos 20 minutos. A sensação de 19 anos recebeu na entrada da área e acertou um chute preciso no canto esquerdo do gol. Ele é apenas o segundo jogador com menos de 20 anos a marcar em uma final. O primeiro foi Pelé, com dois tentos em 1958, quando tinha 17 anos.

A Croácia chegou a diminuir com Mandzukic aos 29, após falha de Lloris. Mas o cansaço croata e a maturidade francesa em controlar o jogo acabaram fazendo com que a partida seguisse sem perigo ao bicampeonato francês, vinte anos após o primeiro título.


(Foto: Getty Images)

Jovem, mas não imatura

O título francês é um prêmio a uma equipe que mostrou amadurecimento após perder o título da Euro em casa em 2016. Foram 14 gols marcados e, mais importante, apenas seis gols sofridos no Mundial - a melhor defesa entre os semifinalistas, ao lado da Bélgica. Muito reflexo de uma postura mais defensiva apesar do seu poderoso ataque.

O título também é uma pequena redenção Didier Deschamps. Contratado em 2012 para renovar os Bleus após uma geração que rendeu mais notícias fora de campo do que dentro, ele foi muito criticado após a derrota e 2016. Agora, junta-se a Beckenbauer e Zagallo como os únicos a conquistarem a Copa como jogador e treinador.

Se os Bleus mostraram maturidade em 2018, é possível sim imaginar um tri em 2022. Com média de idade de 26,05 anos, a tendência é que a base que brilhou na Rússia ainda esteja no auge no Catar. Resta saber quais serão as equipes desafiantes da agora bicampeã.