Mexicanos não veem favorito em confronto com o Brasil pelas oitavas da Copa do Mundo

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Dan Mullan/Getty Images
Apesar do otimismo ter diminuído depois do revés para a Suécia, norte-americanos acreditam que podem surpreender novamente na Rússia

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Brasil e México se enfrentarão nesta segunda-feira (2), às 11h (de Brasília), em Samara, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Do lado tupiniquim o discurso entre torcedores e jornalistas é o de que os comandados de Tite são favoritos embora seja preciso respeitar o rival. Mas e no país norte-americano como as pessoas estão vendo o duelo?

Para responder isso, procuramos ouvir Mario Malfavon, jornalista mexicano da Goal Espanhol. Segundo ele, entre as pessoas do seu país o otimismo que tinha ficado grande depois da estreia com vitória sobre a atual campeã Alemanha diminuiu após o revés para a Suécia na última rodada da fase de grupos. O discurso é de que não há favorito para o jogo contra o Brasil.

Javier Hernandez Chicharito Mexico Suecia 27062018
(Foto: Getty Images)

“Os torcedores mexicanos estão divididos entre os que estão pessimistas depois de perder para a Suécia e os que se agarram na atuação contra a Alemanha. Todos sabem que será difícil enfrentar o Brasil, que é pentacampeão do mundo e conta com Neymar. Mesmo que não tenham feito grandes jogos na primeira fase, ninguém ousaria assegurar uma vitória do México. Se espera um jogo complicado como foi contra a Alemanha”, afirmou.

“A mídia mexicana é o reflexo fiel dos fãs: eles também estão 50% e 50%. Quando venceu a Alemanha, houve um otimismo nunca antes visto na mídia, que sempre foi vista historicamente como negativista. Vários se juntaram dizendo que poderiam ser campeões do mundo, mas, depois da derrota para a Suécia, as coisas mudaram novamente ainda mais com a eliminação da Alemanha. Agora, muitos atribuem a classificação ao “favor” da Coreia do Sul, que derrotou os atuais campeões do mundo”, completou.

Mario Malfavon ainda ressaltou que o que todos mais temem da Seleção Brasileira é sua individualidade até por ainda não terem mostrado o conjunto que chamou a atenção depois da chegada de Tite nas Eliminatórias Sul-Americanas.

“O Brasil tem grandes jogadores como Neymar, Coutinho, Paulinho... Futebolistas de classe mundial, que, com minuto de lucidez, não perdoam e definem uma jogada. Por outro lado, vemos que o coletivo ainda não funcionou na Copa e essa razão que faz com que todos no México acreditem que a La Tri possa repetir o que fez com a Alemanha Embora os estilos de jogo sejam diferentes, o cenário do encontro é o mesmo: uma seleção com muitas estrelas, mas que até agora não foi sólida mesmo estando invicta”, finalizou.

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