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Barcelona

Messi, sozinho no ataque de um Barcelona mal montado e que não joga bola

19:23 BRST 05/11/2019
Lionel Messi, Barcelona
O time de Valverde empatou com o Slavia pela Liga dos Campeões e pela primeira vez, nesta temporada, não fez gol no Camp Nou

A decisão mais polêmica de Ernesto Valverde para o jogo contra o Slavia, pela quarta rodada do Grupo F da Liga dos Campeões, foi ter barrado Arthur na lista de relacionados. E vale a lembrança: na vitória por 2 a 1 sobre os tchecos, fora de casa, um dos gols teve uma bela assistência do brasileiro para Lionel Messi.

O Barcelona que entrou em campo nesta terça-feira (05), para enfrentar dentro de casa os tchecos, teve Arturo Vidal na vaga que estaria destinada a Arthur e o chileno teve boa atuação, se destacando pela raça habitual e se posicionando até mais no ataque do que poderia se imaginar quando os catalães tinham a bola: é algo que ajuda a explicar o quanto o ataque do time treinado por Valverde sofre e não encanta.

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Evidente que Messi é um caso à parte. Em dez jogos disputados o argentino contribuiu diretamente com onze gols - seis tentos e quatro assistências – e é o único atacante que encanta e resolve. Contra o Slavia, dentro do Camp Nou, o camisa 10 conseguiu encantar, mas demonstrou novamente que nem sempre poderá resolver.

O Barcelona não sofreu grande perigo, exceção a um gol bem anulado. Ter Stegen, portanto, não precisou trabalhar tanto quanto vinha fazendo. Ofensivamente o Barça finalizou 14 vezes ao gol de Onderj Kolar, sendo oito disparos apenas de Messi; dentre os seis arremates a gol, três foram do argentino, que encantou justamente em uma finalização que na estatística conta como erro.

A jogada que valeu o ingresso aconteceu na reta final do primeiro tempo: Messi pegou a bola no meio-campo e disparou pelo lado direito do ataque. Chegando perto da área, o passe para Griezmann não pareceu ser a melhor opção, uma vez que havia um adversário fazendo bem a cobertura. O argentino, então, com a bola colada em seu pé como de costume, levou a investida individual adiante, limpou a defesa e disparou o chute, que explodiu no travessão.

Luis Suárez não jogou por conta de uma lesão, a sua segunda nesta temporada. Dembélé, que também tem longo histórico no departamento médico, foi titular na ponta-esquerda e não fez quase nada. Enquanto Griezmann, centralizado, segue provando o que muitos já antecipavam: está sentindo dificuldades para jogar o seu futebol no ataque do Barcelona. O francês, contratado junto ao Atlético de Madrid em meio a várias polêmicas, não desferiu uma só finalização contra o Slavia e estava em outro ritmo, bem mais lento.

Finalizações de Messi contra o Slavia em comparação ao todo que o Barça fez (Foto: Opta Sports)

O empate mantém o Barcelona em boa situação em seu grupo e vale destacar que o time também lidera La Liga. Mas o futebol jogado segue sem inspirar confiança: pragmático e cada vez demonstrando mais problemas. Os títulos sempre estarão no horizonte enquanto o Barça estiver um Messi em campo, mas sozinho muitas vezes o time vai ficar apenas “batendo na trave”. É um esporte de equipe, afinal.

“No jogo anterior nós perdemos para o Levante (Campeonato Espanhol) e estamos cientes de que as últimas duas exibições não foram a nossa melhor. Foram incompletas. Sabemos que há muita pressão em cima de nós e precisamos responder”, disse Valverde, que acumula duas eliminações vergonhosas para os padrões do Barcelona na Liga dos Campeões. Há duas temporadas, e não dois jogos, que os catalães não exibem o seu melhor.

No time que encantou por jogar em equipe, hoje o único motivo de encantamento é o individualismo de Messi – cada vez mais sozinho no ataque.