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Messi dentro, Di María e Otamendi fora: quem deve sair da seleção argentina?

12:20 BRT 04/07/2019
Angel Di Maria Lionel Messi Mauro Icardi Argentina
Estrelas de PSG e Manchester City foram desapontantes no Brasil e poderia se sacrificar na renovação da seleção argentina com Lionel Scaloni

A aventura da Argentina na Copa América talvez tenha encerrado a trajetória de alguns ídolos na equipe. No entanto, mais uma vez, ficou claro que o time segue à busca de desafios por honras maiores.

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Com Lionel Messi ainda como capitão do elenco e em ótima forma, os comandados de Lionel Scaloni não conseguiram avançar diante do Brasil.

Uma vitória simples sobre o Qatar, após empate contra o Paraguai e derrota para a Colômbia, foi o suficiente para levar a Albiceleste às quartas de final do torneio.

Nesta fase, a equipe venceu a Venezuela por 2 a 0 e garantiu a vaga entre os quatro melhores do continente. Porém, na semifinal, foi derrotada pelo anfitrião Brasil pelo mesmo placar. Gabriel Jesus e Roberto Firmino marcaram para os brasileiros.

Enquanto Messi e companhia ainda disputam o terceiro lugar, o pensamento da AFA deve além da Copa América. Uma significante parte inexperiente time ainda tem um papel importante para as Eliminatórias da Copa do Mundo, que se iniciam em 2020. Outros, por sua vez, farão o último jogo pela Albiceleste.


GOLEIROS



(Foto: Getty Images)

A camisa número 1 parece ter ficado nas costas de um jogador nos últimos 12 meses. Franco Armani ainda deve se destacar entre os postos argentinos, mas a estrela do River Plate provou ser confiável o suficiente e espera manter seu lugar além da Copa.

O lugar de Armani não é de modo algum seguro, no entanto. Atrás dele, o astro americano Agustin Marchesin e o jovem talento da Udinese, Juan Musso, eram seus representantes no Brasil, e esperam pressionar o tiro a curto e médio-longo prazo, respectivamente.

Musso, de 25 anos, é considerado uma das melhores apostas para o futuro nas seleções da Argentina e deve somar-se a seu único capitão, já que o país usa o restante de 2019 para se preparar para a classificação. Também poderia haver espaço para Esteban Andrada, do Boca Juniors, que foi forçado a perder a Copa devido a doença.

Por trás desse quarteto as opções são escassas. Geronimo Rulli nunca conseguiu concretizar as suas promessas iniciais, enquanto o reserva do Tottenham, Paulo Gazzaniga, também foi considerado em Scaloni.

Poderia haver um caminho de volta para Sergio Romero? O Manchester United foi totalmente ignorado por Scaloni, mas aos 32 anos é mais jovem que Armani e pode voltar à disputa se houver uma troca de técnico após a Copa. Sua falta de ação na equipe principal, no entanto, continuará a ser usada contra ele, apesar do histórico invejável do goleiro em grandes competições pelo seu país.

DENTRO: Andrada, Romero.

FORA: Marchesin.


DEFESA



(Foto: Getty Images)

Mais uma vez, a linha defensiva da Argentina provou ser o calcanhar de Aquiles do time quando mais contava. O Brasil se beneficiou de dois grandes erros defensivos para marcar em Belo Horizonte e muito trabalho terá que ser feito nesse setor para restaurar o Albiceleste para a tabela mais importante do futebol internacional.

Do time atual, Renzo Saravia e Nicolas Otamendi se saíram pior que a maioria. Saravia foi errático no lateral-direito e acabou perdendo seu lugar para o estreante do Tottenham, Juan Foyth, enquanto Otamendi mostrou uma alarmante falta de velocidade durante uma campanha calamitosa, enquanto sua distribuição foi muitas vezes atroz.

Com Ramiro Funes Mori também provavelmente enfrentando o torneio depois de não ter jogado um único minuto no Brasil, a Argentina não é exatamente abençoada com alternativas nos últimos quatro.

Gabriel Mercado poderia se beneficiar dos infortúnios de Saravia para recuperar seu lugar à direita, enquanto Emanuel Mammana e Lisandro Martinez, dois jovens do centro, estão em melhor posição para entrar na disputa.

DENTRO: Mercado, Mammana, Martinez.

FORA: Saravia, Otamendi, Funes Mori.


MEIO-CAMPO


De todos os jogadores argentinos que não conseguiram brilhar na Copa, o caso de Angel Di Maria foi talvez o mais revelador.

Recuperado da área internacional após um ano antes do torneio, o atacante do PSG foi imensamente frustrante e consistentemente entre os piores desempenhos da Argentina. Aos 31 anos, e com lembranças de suas melhores exibições para o Albiceleste desaparecendo rapidamente, pode ser hora de uma vez por todas fechar a porta do Fideo.

O resto do meio-campo foi dividido entre aqueles que se aproveitaram da Copa para promover sua causa na Argentina e os que perderam a liderança.

Leandro Paredes, o novo marechal do meio-campo, Rodrigo De Paul e, em menor escala, Giovani Lo Celso, estão no primeiro grupo e devem permanecer nos planos da Albiceleste para os próximos anos.

O júri ainda está fora, no Guido Pizarro, que recebeu apenas 23 minutos em toda a Copa, enquanto Marcos Acuna nunca parou de trabalhar para dar ao time equilíbrio e cobertura defensiva, mesmo que suas contribuições individuais fossem limitadas.

Por outro lado, jogadores como Guido Rodriguez e Roberto Pereyra não brilharam e provavelmente serão eliminados quando a Argentina explorar outras opções no meio do campo.

Entre eles estão Manuel Lanzini, Santiago Ascacibar e o jovem par Superliga Exequiel Palacios e Matias Zaracho, ambos vítimas de lesões e impossibilitados de fazer o avião para o Brasil.

DENTRO: Lanzini, Ascacibar, Palacios, Zaracho.

FORA: Di Maria, Rodriguez, Pereyra.


ATAQUE



(Foto: Getty Images)

Excetuando ferimentos ou outros infortúnios, o ataque da Argentina deve ser escolhido para o futuro previsível.

Lautaro Martinez e Sergio Aguero formaram uma parceria promissora nos últimos três jogos da Copa América, marcando três dos últimos quatro gols do país para levá-los às semifinais.

Atrás deles permanece Lionel Messi, que se as críticas de terça-feira à arbitragem contra o Brasil são algo para acontecer, não vai repetir o seu anúncio de aposentadoria de três anos atrás após a derrota para o Chile.

Enquanto o trio de primeira escolha parece definido, deve haver muita concorrência por trás deles. Matias Suarez foi o quarto atacante do Brasil, uma escolha curiosa que mal apareceu e, acreditamos, não será repetida.

Mauro Icardi deve voltar à disputa assim que sua interminável novela com o conselho da Inter for resolvida, enquanto Angel Correa e Gio Simeone são dois jovens esperançosos de voltar à disputa depois de passarem despercebidos pelo Brasil.

DENTRO: Icardi, Correa, Simeone.

FORA: Suarez.