Mário Marra: I don't know how someone controlled you, Ronaldinho

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Carmen Flores/Getty Images Sport
"Alguém ainda vai encarar o desafio de oferecer um contrato a R10? Deixa a sensação de que ele fez muito e poderia ter feito muito mais"

Como homenagem ao eterno craque, reeditamos a coluna de Mário Marra, publicada no dia 01 de outubro de 2015

Qual amante do futebol não se rendeu ao talento dele?

Cara de moleque, jeito de moleque e futebol de craque. Desde sempre foi assim.

Foi assim quando Cafu levou a bola até a linha de fundo e tocou para ele dar chapéu, carregar a bola e bater para o gol. Quase todos nós ouvimos o “olha o que ele fez, olha o que ele fez”.

Vimos o que ele fez. Vimos dribles maravilhosos. Paramos para ver o menino dominar a bola que, lá no alto, parecia não ter como ser dominada. Ele dominava e ria da nossa incredulidade.

Vimos ele elevar um clube na França e mudar a história de um outro na Espanha.

E ele repetia os dribles, os sorrisos e o gingado na comemoração.

Ronaldinho foi mesmo o melhor do mundo. Gênio!


(Foto: Getty Images)

Esses gênios fazem milhões de crianças se apaixonarem pelo futebol.

E ele se tornou um superstar. O mundo aceitou o sorriso moleque dele e ele se encantou com tudo o que o mundo ofereceu a ele.

Lentamente, ele passou a entrar nas páginas de fofocas e celebridades.

E vimos que ele parecia ter perdido o prazer.

Pobres adversários quando ele cismava de acabar com o jogo.

Ele viveu o sonho de ser ídolo do Flamengo e, os números não mentem, correspondeu.

Entretanto, o moleque gaúcho aumentava a fama de baladeiro.

O R10 foi R49 e voltou a ser R10.  Ele fez um povo chegado ao sonho e ao drama ser o povo mais feliz do mundo em 2013. Feliz e orgulhoso.

E ele chorou. Dona Miguelina, a mãe dele, passou a ser a mãe de todos atleticanos. E se ela estava doente, ele precisava ser consolado. Ele chorou também.


(Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG/Divulgação)

Mas ele se foi.

E se foi de novo. E de novo.

Ronaldinho Gaúcho, não deixou a torcida do Querétaro feliz.

A torcida do Fluminense sonhou com ele, mas ele parecia não existir mais.

Ele ainda existe?

É sempre triste pensar que algo poderia ter sido mais forte, mais marcante, melhor do que foi.

Ronaldinho foi um grande craque do futebol mundial, mas tenho convicção de que ele poderia ter sido ainda maior.

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Não sei se ele se vai. Será que alguém ainda vai encarar o desafio de oferecer um contrato a ele? Se ele decidir parar, para e deixa a sensação de que ele fez muito e poderia ter feito muito mais.

Quem um dia aprendeu a admirar o gênio R10, leia o texto ouvindo While My Guitar Gently Weeps. Ele poderia ter sido ainda maior...

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