Libertadores: Recorde negativo de Gabigol aumenta drama na classificação do Flamengo

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MIGUEL ROJO/AFP/Getty
O atacante teve chances claras, e na noite em que mais finalizou... mais errou os chutes contra o Peñarol

Uma das principais críticas feitas ao trabalho de Abel Braga no Flamengo é o estilo pragmático de jogo. Precisando apenas de um empate para garantir, nesta quarta-feira (08), a sua classificação para as oitavas de final da Libertadores, a primeira missão era não sofrer gols contra o Peñarol.

Isso aconteceu graças aos méritos do Rubro-Negro e demérito dos uruguaios, que levaram menos perigo em sua casa do que haviam feito na vitória por 1 a 0 dentro do Maracanã. Nos seis jogos desta fase de grupos, foi o que os cariocas menos sofreram finalizações contra sua meta: apenas duas.

Mas ainda assim o Flamengo deixa o Uruguai com o alerta ligado. A felicidade pelo objetivo conquistado não casa com o semblante sem graça dos jogadores rubro-negros após o apito final. A classificação veio, mas a equipe de Abel Braga se prepara visando o mata-mata ciente de que escapou de ser punido por um velho ditado do futebol: quem não faz, toma. Gabigol e Vitinho voltam para o Rio de Janeiro mais aliviados do que qualquer um do elenco: poderiam, eles, terem sido vilões de uma desclassificação (por causa da vitória da LDU sobre o San José, caso o Peñarol vencesse no Uruguai o Fla estaria fora da Libertadores).

Vitinho saiu do banco de reservas para substituir Arrascaeta, quando o segundo tempo começava a entrar em sua reta final, e teve uma chance de ouro para estufar as redes uruguaias e tranquilizar os milhões de torcedores que, em meio ao histórico geral do clube na competição, temiam o pior. Sozinho, sem marcação e com todo o espaço do mundo para tomar uma escolha, chutou em cima do goleiro.

Se teve um jogador que poderia ter dado tranquilidade, mas só criou apreensão, foi Gabigol. De volta ao papel mais avançado no ataque, ao invés de jogar pelos lados, o camisa 9 finalizou cinco vezes. Mais do que havia feito em qualquer outra partida nesta Libertadores - o que também evidencia a boa atuação especialmente de Everton Ribeiro na criação de jogadas. E errou mais do que havia feito em qualquer outra partida: foram três arremates para fora, pelo menos dois deles em grande condição de marcar.

Os gols perdidos poderiam ter feito ainda mais falta levando em consideração a expulsão de Pará, na metade do segundo tempo.

O Flamengo avança na primeira posição do Grupo D, mas com motivos para se preocupar. Se ao longo de boa parte da campanha o desempenho defensivo não foi dos melhores, levando o goleiro Diego Alves (que segue se recuperando de lesão, e mais uma vez foi substituído por César)  a ser um dos destaques do time, o jogo que garantiu vaga nas oitavas de final mostra que a equipe de Abel Braga também precisa aproveitar melhor as oportunidades que consegue criar no ataque.

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