Klopp elogia Liverpool após mais uma vitória na Premier League e explica mudança

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O treinador alemão elogiou a exibição de Shaqiri, mas revelou não ter gostado da parte organizacional do time: “culpa minha”

Na preparação para o seu 600º jogo como treinador profissional, Jurgen Klopp fez algo inédito no Liverpool. Para enfrentar o Southampton, em jogo válido pela sexta rodada da Premier League inglesa, o alemão trocou o sistema de 4-3-3 para um 4-2-3-1, cuja maior novidade foi a escalação de Xherdan Shaqiri centralizado como meia.

À frente do suíço, pela primeira vez escalado como titular nos Reds, Mohamed Salah mais avançado, Roberto Firmino pela esquerda e Mané pela direita. Sob a nova formação, o Liverpool construiu a vitória por 3 a 0 ainda no primeiro tempo e retomou a liderança do campeonato – onde tem 100% de aproveitamento.

No entanto, o comandante não aprovou absolutamente a formação. Após o apito final, Klopp revelou que não teve tempo para treinar este 4-2-3-1 e que encontrou problemas na organização da equipe. O ponto positivo, entretanto, foi a exibição individual de Shaqiri.

“Foi um resultado muito legal. A performance poderia ter sido melhor, mas está tudo muito claro. Nós fizemos algumas mudanças e isso teve um custo. Mudamos o sistema, e sem treinamento sempre fica difícil. Obviamente foram mudanças boas, porque o Shaq (Shaqiri) teve influência e o Matip também. Mas tivemos vários problemas na parte da organização”, disse.

Shaqiri, que foi decisivo no lance do terceiro gol, anotado por Salah – que aproveitou rebote após belíssima cobrança de falta do suíço -, foi substituído no intervalo por ter sentido um problema físico (James Milner entrou em seu lugar). Ainda que tenha reconhecido a necessidade de ter voltado ao 4-3-3 no segundo tempo, para segurar o placar, o treinador do Liverpool revelou que Shaqiri não preocupa e garantiu: ele continuaria em campo se não tivesse acontecido o problema físico.

Xherdan Shaqiri Liverpool 2018-19(Foto: Getty Images)

“Foi por isso que voltamos depois ao sistema que estamos acostumados, então controlamos o jogo no segundo tempo”, explicou. “Eu nunca tirei um jogador que não estivesse lesionado depois de um desempenho como o que ele teve no primeiro tempo, mas está tudo bem. Ele teve um impacto de verdade, foi bom de ver. A performance foi boa, e a parte que eu não gostei foi culpa minha”.

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