Justiça não irá indiciar Cristiano Ronaldo por acusação de estupro

Atacante português não irá precisar provar sua inocência nos Estados Unidos em função da falta de provas sobre o caso

A procuradoria do Condado de Clark, em Nevada (Estados Unidos) decidiu, nesta segunda-feira (22) que não irá indiciar o astro português Cristiano Ronaldo por suposto estupro, por considerar que as acusações feitas contra o atleta não têm provas concretas.

O caso foi levado a público nos últimos anos, no qual a norte-americana Kathryn Mayorga acusava o jogador, então no Manchester United, de agredi-la sexualmente em um quarto de hotel na cidade de Las Vegas, em 2009, algo que ele negou veementemente desde que a história se tornou pública.

O jornal alemão Der Spiegel foi o primeiro a divulgar informações sobre o caso, inclusive com o suposto pagamento de 375 mil dólares (R$ 1,4 milhão, em valores atuais) como parte de um acordo de privacidade da acusadora, a fim de que a história não fosse levado a conhecimento geral.

Em 2018, Mayorga entrou com um processo na tentativa de anular o acordo, algo que levou a polícia de Las Vegas a reabrir a investigação do caso. Hoje, no entanto, a procuradoria decidiu que Ronaldo não será alvo de um indiciamento, alegando que a ausência de evidências físicas não sustentariam uma acusação contra o atleta da Juventus.

"O Escritório da Procuradoria do Condado de Clark anunciou hoje que não irá dar prosseguimento a uma acusação de abuso sexual de dez anos contra Cristiano Ronaldo", disse nota do órgão.

"Em 13 de junho de 2009, uma vítima mulher (identificada apenas como "V") ligou para a Polícia Metropolitana de Las Vegas e alegou ter sido vítima de agressão sexual. Agentes da lei foram até sua localização para registrar a ocorrência. A Polícia então transportou V ao hospital para que um exame sobre o alegado abuso fosse realizado"

"Pouco tempo depois, detetives especializados em crimes sexuais chegaram ao hospital e fizeram contato com V. Embora conhecesse a pessoa que a agrediu, V se recusou a identificá-la, tampouco a revelar onde o crime teria ocorrido."

"Como resultado, a polícia não pode dar prosseguimento aos protocolos de investigação para casos de agressão sexual, ou mesmo conduzir qualquer tipo de investigação significativa. Sem ter conhecimento da identidade do agressor ou a localização do crime, os detetives não puderam buscar e assegurar evidências forênsicas vitais"

"Além disso, as provas em vídeo que mostravam as interações entre a vítima e o agressor, antes e depois do suposto crime, foram perdidas. A investigação criminal, então, foi fechada."

"V e Cristiano Ronaldo, através de seus respectivos advogados, eventualmente chegaram a um acordo civil com relação à matéria, em 2010. Nos próximos oito anos, a polícia não ouviu mais nada de V com relação ao crime e ao perpetrador."

"No dia 28 de agosto de 2018, V entrou em contato com a Polícia Metropolitana de Las Vegas solicitando que sua investigação por agressão sexual fosse reaberta, acusando Cristiano Ronaldo de ser o agressor. Mesmo com o intervalo de nove anos, o Departamento reabriu as investigações."

"Um pedido de indiciamento foi enviado à Procuradoria no dia 8 de julho de 2019. Baseado, então, numa revisão da informação apresentada neste momento, as alegações de agressão sexual contra Cristiano Ronaldo não podem ser provadas além da dúvida razoável. Logo, as acusações não serão processadas."

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