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Copa do Mundo

Jogador da Islândia explica como o time ganhou tanta força mesmo sem Neymar e Coutinho

09:56 BRST 17/11/2017
Hordur Magnusson Iceland Islande
Em entrevista exclusiva, o zagueiro Hordur Magnusson falou sobre a recente trajetória de sucesso dos islandeses

Hordur Magnusson garantiu que nenhum jogador da Islândia ficou surpreso com a classificação para a Copa do Mundo de 2018.

Seleção que chegou nas quartas de final da Euro 2016, deixando a Inglaterra pelo caminho, os islandeses lideraram o grupo que também tinha Croácia, Ucrânia e Turquia para carimbarem a vaga para o certame que será realizado na Rússia.

E ainda que não conte com estrelas, segundo o zagueiro de 24 anos, que atua no Bristol City, da segunda divisão inglesa, a força coletiva do selecionado da terra do gelo é a grande força.

“A classificação não foi exatamente uma surpresa para nós”, disse para a Goal. “Sempre foi um objetivo para nós, classificar para um grande torneio. Quando a Euro na França foi aumentada para 24 times, nos deu motivação extra para chegar. Foi um sonho para as pessoas islandesas verem a equipe delas na Euro”.

“Lutamos por um lugar na Copa do Mundo de 2018, sabendo que seria possível, que nós poderíamos conseguir (...) Nosso grupo tinha vários times fortes, mas tivemos dois momentos marcantes: o primeiro foi a vitória em casa sobre a Croácia [com Magnusson estufando as redes, garantindo os três pontos], e depois a derrota da Croácia para a Turquia. Reconquistamos nossa posição de força no topo do grupo antes dos últimos dois jogos, e tínhamos o nosso destino em nossas mãos”.

(Foto: Getty Images)

“Nós não temos um Neymar ou um Philippe Coutinho em nosso time, apenas jogadores que trabalham juntos com um forte senso de coletividade. Foi esse espírito que nos ajudou a vencer a Inglaterra na Euro, e vai nos levar ainda mais longe”.

PUPILO NA JUVENTUS, COM LIÇÕES DE BUFFON E PIRLO

Logo aos 18 anos, Magnusson demonstrou aptidão para o jogo e despertou o interesse da Juventus, que o contratou. Na equipe de base bianconera, o defensor aprendeu muito quando tinha a oportunidade de conversar com Buffon, Pirlo, Del Piero e outros craques.

“No meu primeiro ano, fui incluído em vários treinos com o time principal, e isso me ajudou muito. Jogar contra aquelas lendas me fez evoluir rápido (...) Eu estava defendendo contra o Del Piero! Você aprende muito em momentos assim”.

“Eu observava muito o Pirlo, especialmente nas cobranças de falta. Ele tinha um estilo único. Quando eu era mais jovem, na Islândia, tentava imitar o seu estilo, e o estilo de Cristiano Ronaldo. Quando joguei com Pirlo, adotei a sua técnica”.

(Foto: Getty Images)

“Buffon é uma pessoa fácil de se relacionar, muito bom, muito humilde e que nunca demonstrou nenhuma arrogância. Ele nunca hesitou na hora de dar um conselho, e sempre pensava na equipe. É só olhar para o jogo contra a Suécia, quando o público vaiou o hino deles, ele aplaudiu. E no final do jogo foi um pouco triste porque ele não conseguiu jogar a sua sexta Copa do Mundo. Ele merecia estar lá”.