Jô aponta motivos do 7 a 1: “reação após perder o Neymar poderia ter sido mais rápida”

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Getty Images
O atacante do Nagoya Grampus também comparou os times de 2014 a 2018, e revelou o lado ‘corintiano’ que ficou no Japão

Na primeira parte da entrevista exclusiva com Jô, o atual atacante do Nagoya Grampus falou sobre o sonho de disputar a sua segunda Copa do Mundo. A primeira delas foi inesquecível, por ser realizada dentro do Brasil... e por causa dos 7 a 1 impostos pela Alemanha na semifinal.

O atacante fazia parte daquele grupo, participando em três jogos e assistindo do banco de reservas à histórica goleada imposta pelos futuros campeões mundiais. Passados quase quatro anos, muita gente ainda busca uma resposta para explicar o que aconteceu naquele 8 de julho, no Mineirão. Na avaliação de Jô, a lesão sofrida por Neymar, no jogo anterior, contra a Colômbia, foi o principal fator.

“Eu confesso que até hoje é um pouco complicado explicar, porque realmente foi uma fatalidade, algo que não é comum de acontecer no futebol. Ainda mais em uma Copa do Mundo”, disse para a Goal Brasil.

“O trabalho do Felipão, no meu modo de ver, não foi ruim”, seguiu. “Eu acho que naquele jogo, especialmente, faltou concentração. Foi muito abaixo. A preparação para aquele jogo, no meu modo de ver, não foi a melhor. Poderia ter sido melhor, a reação após perder o Neymar poderia ter sido mais rápida... A gente ficou muito escorado na contusão do Neymar, e ai a preparação e concentração para aquele jogo ficou muito abaixo”.

GFX Jo 7 a 1

Mas então o que mudou tanto em cerca de quatro anos? Para Jô, a postura do time e o trabalho de Tite foram a tônica nesta virada de chave: “Talvez tenha faltado um pouquinho daquele anseio [em 2014]. Claro que todos nós tínhamos desejo de ganhar uma Copa do Mundo, ainda mais no nosso país. Mas hoje a gente vê a Seleção mais com esse anseio, essa juventude... os jogadores mais novos realmente com aquela vontade de mostrar, correr, se dedicar”.

“E eu vejo na Seleção do Tite esse desejo. É bem legal. Eu trabalhei com o Tite, e realmente: quando ele se empenha, forma uma família. A gente vê isso na Seleção. Vou estar sempre torcendo, e espero estar nessa família. Eu acredito até o final”.

JAPÃO CORINTIANO, E SONHO DE APOSENTADORIA NO TIMÃO

Sempre atento aos jogos e notícias do Corinthians, Jô revelou ter ficado surpreso com a popularidade do Alvinegro Paulista no Japão. Segundo o atacante do Nagoya Grampus, o título mundial em 2012, conquistado em meio a uma ‘invasão’ de torcedores em território japonês, semeou uma admiração que segue até hoje.

GFX Jô japão Corinthians

“Aqui no Japão tem muito corintiano, é impressionante. Aqui em Nagoya é o lugar onde tem mais. Qualquer lugar que eu vá tem o carinho, a lembrança de 2017 [pelo título brasileiro]. No ano passado, a lembrança da invasão em 2012 no Japão, eles dizem que nunca viram nada igual. É muito legal, eu fico muito feliz. No meu primeiro jogo aqui em Nagoya tinham bandeiras do Corinthians... dá pra se sentir quase em casa. É um carinho maravilhoso, ainda repercute muito”, disse.

Jô tem contrato até 2012 com o Nagoya Grampus, e não esconde o encantamento dele e de sua família no país asiático. Mas também deixa claro a vontade de se aposentar vestindo a camisa do Corinthians. Entretanto, se isso não acontecer a certeza é apenas uma: no Palmeiras, ele não joga.

“A gente nunca sabe o que o futebol pode oferecer, mas a preferência é sempre do Corinthians. Claro. Se o Corinthians, um dia, quando eu voltar, não quiser, eu vou analisar outros clubes. A gente é profissional. Sempre falei do meu desejo de voltar e encerrar minha carreira no Corinthians, mas o futebol também te dá um leque de opções, e vou escolher sempre aquilo que for melhor pra mim e pra minha família”.

Pergunta: neste leque de opções estão incluídos os outros três rivais do estado?

“Cara, do Palmeiras eu não tenho nada contra. Até porque já recebi proposta do Palmeiras, mas com a história que eu consolidei no Corinthians... seria muito difícil".

Jô Fernando Prass Corinthians Palmeiras Paulista 22022017(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

"Eu fiz uma história e tenho uma identificação enorme com a torcida do Corinthians. Talvez fosse um pouco antiético aceitar uma proposta [do Palmeiras]. Sempre falo, não tenho nada contra o Palmeiras, mas é uma questão de carinho e gratidão ao Corinthians, que me colocou no cenário do futebol. São Paulo, Santos, talvez a gente pudesse analisar, mas Palmeiras seria mais difícil até por gratidão à torcida e ao clube do Corinthians”.

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