Jefferson foi sensacional, mas Marcos Rocha está certo e o Galo consagrou uma noite mágica

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Bruno Cantini/Atlético-MG
Lateral-direito foi duro nas críticas, mas correto, e o Atlético-MG deixou dois pontos importantes escaparem no Rio de Janeiro

Gatito Fernández pegando até pensamento. 14 meses longe dos gramados. Atlético-MG com grandes jogadores e um ataque poderoso pela frente. Tudo bem que Jefferson é experiente, ídolo do Botafogo e já defendeu a Seleção Brasileira, mas daria para entender um certo nervosismo e falta de ritmo. No entanto, o que foi visto em campo foi uma noite mágica do camisa 1 do Glorioso. Com grandes defesas e pegando até pênalti, o goleiro teve uma atuação exuberante e criou uma "boa" dor de cabeça para Jair Ventura. Foi vital para o Fogão arrancar o empate em 1 a 1 com o Galo.

Uma noite mágica e uma bela história no Estádio Nilton Santos.

No entanto, também existe o outro lado. Se o Botafogo celebra o empate conquistado praticamente no último lance contra o Atlético-MG e a volta em grande estilo de um de seus maiores ídolos, o Galo tem muito o que lamentar.

O Alvinegro de Minas, afinal, saiu na frente no placar com o tento de Marlone, foi melhor durante a partida, criou mais oportunidades de gol e, até os 46 minutos do segundo tempo, estava vencendo o jogo. No entanto, acabou deixando o Rio de Janeiro com um empate amargo e perdeu dois pontos importantes.

Confira os números do jogo:

Em partes pela noite magnífica de Jefferson. No entanto, também pela própria incompetência atleticana.

Após o duelo alvinegro, Marcos Rocha deu uma declaração dura, afirmando que é necessário ter menos egoísmo e Roger Machado sempre mostra os erros depois das partidas. Crítica clara aos gols perdidos por Robinho e Cazares, que ao invés de servirem Fred, sozinho, livre e em melhores condições de finalizar em ambos os lances, preferiram tentar o gol. O equatoriano deu um drible a mais, Jefferson fechou o ângulo e ele tentou cavar um pênalti. Já o Rei das Pedaladas chutou mal para a defesa do arqueiro do Glorioso. A defesa foi bonita e difícil, mas a finalização também não foi das melhores.

Juan Cazares Botafogo Atlético-MG Campeonato Brasileiro 09072017Robinho Botafogo Atlético-MG Campeonato Brasileiro 09072017

Os dois lances ocorreram em um espaço de dois minutos, entre os 43 e 44' do segundo tempo. Três minutos depois, viria o castigo com o empate do Botafogo.

No entanto, o Atlético-MG não perdeu apenas essas duas chances de matar o jogo. Yago, também na etapa final, apareceu livre dentro da área para finalizar. Oportunidade clara de gol. O jovem volante, porém, chutou em cima de Jefferson.

Logo na volta do intervalo, o Galo também teve um pênalti. Era a chance de esfriar de vez a torcida botafoguense, além de afetar a confiança do adversário e atrapalhar todo o planejamento feito por Jair Ventura. Era a hora de abrir 2 a 0 e matar o jogo. Rafael Moura, porém, bateu mal e desperdiçou a chance.

Rafael Moura Botafogo Atlético-MG Campeonato Brasileiro 09072017Yago Botafogo Atlético-MG Campeonato Brasileiro 09072017(Fotos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

O Atlético-MG teve pelo menos quatro chances claras de matar o jogo e deixar o Rio de Janeiro com uma boa e importante vitória. No entanto, o Galo desperdiçou todas. Não diminuindo a noite mágica de Jefferson, que teve grande atuação, mas em todas as oportunidades claras, os jogadores atleticanos finalizaram muito mal, consagrando o ídolo do Botafogo.

Marcos Rocha cresceu no Atlético-MG. Revelado no clube, foi peça fundamental nas grandes conquistas recentemente e é um jogador histórico do Galo. Ele precisa ser respeitado e sua crítica, apesar de dura, foi completamente correta. Por egoísmo e falta de capricho nas finalizações, o Alvinegro de Minas deixou escapar pontos importantes no Estádio Nilton Santos, e não é a primeira vez que isso acontece, como ele, acertadamente, também colocou, ao destacar que Roger já reclamou disso algumas vezes. A noite de Jefferson foi mágica, mas o time de Belo Horizonte contribuiu para consagrar o goleiro.

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