Jefferson explica preferência pelo Botafogo ao invés de transferência para a Premier League

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Vitor Silva/SSPress/Botafogo
O ídolo alvinegro, que se aposentou recentemente, optou por ficar mesmo após rebaixamento em 2014

Jefferson já era considerado um dos grandes ídolos do Botafogo em 2014, mas no final daquele ano uma decisão tomada pelo goleiro, que se aposentou após 459 jogos pelo Glorioso, o elevou a um patamar de lenda.

O arqueiro vivia o seu ápice: naquele mesmo ano ele esteve no elenco do Brasil na Copa do Mundo, defendeu pênalti cobrado por Lionel Messi, em jogo da Seleção Brasileira contra a Argentina, e foi eleito melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. Entretanto, o Botafogo acabou rebaixado em meio a uma grave crise financeira.

Valorizado, o ídolo botafoguense recebeu três ofertas para deixar o clube em condições que a maioria dos atletas aceitaria. Uma delas era do Tottenham, da Inglaterra. Entretanto, Jefferson não quis deixar o Glorioso daquela maneira: ficou, conduziu o Alvinegro de volta a elite e finalizou a sua carreira com menos jogos apenas do que Nilton Santos (721) e Garrincha (612) com a Estrela Solitária ao peito.

“De concreto, tive do Santos, de um time de Portugal, que o meu empresário não quis revelar o clube, e também do Tottenham. Só que esses clubes queriam que eu saísse pela porta dos fundos, e eu tinha a faca e o queijo na mão para sair desse jeito. Eram dez meses sem pagamento dos direitos de imagem, de FGTS... Era fácil, mas eu ia jogar por terra tudo o que tinha feito aqui no Botafogo. Mesmo assim eu fui leal. Disse que tudo tinha que passar pelo clube”, afirmou em entrevista ao Lance!.

Após ter pendurado as luvas, o ídolo botafoguense voltou para São José do Rio Preto, onde tem negócios.

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