O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, revelou um antigo vínculo emocional que o une ao futebol argelino, que remonta à Copa do Mundo de 1982, afirmando que os “Guerreiros do Deserto” conseguiram, naquela época, conquistar os corações dos torcedores de futebol em todo o mundo, incluindo o seu, quando tinha 12 anos.
Reconhecimento do "encanto" argelino
Durante uma visita oficial à Argélia para inaugurar novas instalações de futebol, Infantino relembrou a epopeia futebolística protagonizada pelos companheiros do astro Rabah Madjer contra a seleção alemã.
Segundo jornais locais argelinos, o presidente da FIFA descreveu o desempenho argelino naquele torneio como “impressionante”, observando que a seleção alemã foi totalmente incapaz de acompanhar o estilo tático e a força com que os “Verdes” se apresentaram naquele encontro histórico.
Referência explícita ao incidente de “Gijón”
Os bastidores da polêmica eliminação da Argélia não ficaram de fora da conversa de Infantino, que fez alusão ao famoso incidente conhecido como “o jogo da vergonha” entre a Alemanha e a Áustria, que causou a eliminação da Argélia na primeira fase, apesar de ter conquistado duas vitórias.
Infantino comentou: “Todos sabem o que aconteceu na terceira partida”, em referência à manipulação de resultados que levou posteriormente à alteração das regras da Federação Internacional, fazendo com que as partidas da última rodada fossem disputadas em horário unificado para garantir a imparcialidade.
Apoio à infraestrutura
Essas declarações foram feitas no contexto de uma visita que visa fortalecer a cooperação entre a “FIFA” e a Federação Argelina de Futebol. A agenda incluiu o lançamento de projetos de desenvolvimento no âmbito da estratégia da FIFA para o continente africano, a visita a centros de formação e a avaliação da prontidão da infraestrutura esportiva, e a busca de formas de promover o investimento em jovens talentos para o desenvolvimento do futebol africano.




