Ídolo na Bélgica, brasileiro vê psicológico como problema belga: "Não é igual ao sul-americano"

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Ícone do Standard de Liège, Wamberto faz análise sobre a Seleção Belga, torce por encontro com Brasil nas quartas de final e explica vida no país

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Wamberto de Jesus Souza Campos. O nome pode não ser conhecido no Brasil, mas já foi cantado em prosa e verso nas arquibancadas da Bélgica.

O ex-atacante foi ídolo do Standard Liège, um dos times mais populares do país, entre as décadas de 1990 e 2000. Adaptado à cultura local, fixou residência na terra de De Bruyne, Hazard, Lukaku e companhia.

Embora tenha dupla nacionalidade, não se esquece do Brasil, mais especificamente de São Luís, capital do Maranhão, onde passa férias, aproveita para visitar familiares e assiste aos jogos da Copa do Mundo 2018.

Hoje empresário dos filhos Danilo Sousa Campos, do Antalyaspor-TUR, e Wanderson, do FC Krasnodar-RUS, ele se divide na torcida entre Brasil e Bélgica na Copa do Mundo e torce por um encontro entre as duas nas quartas de final. "Eu fico um pouco em cima do muro, porque gosto das duas seleções", disse Wamberto em entrevista exclusiva à Goal Brasil

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(Foto: Getty Images)

Mas e se as duas seleções se enfrentarem? Qual será a torcida de Wamberto?

"Eu estou torcendo para que aconteça isso [jogo entre Brasil e Bélgica]. Mas como sou brasileiro, nascido aqui, vou escolher o meu Brasil. Espero que a gente ganhe", comentou.

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Fã de Hazard, Wamberto aponta os seus nomes prediletos no elenco comandado por Roberto Martínez, acredita que o time comandado por Roberto Martínez pode chegar à taça do torneio, mas vê o psicológico como maior obstáculo.

Eden Hazard Belgium 2018
(Foto: Getty Images)

"Há dois jogadores que tenho um carinho muito grande, que acompanhei e que jogaram com meu filho, o Danilo, que é o mais velho. É o Lukaku, o Hazard e o De Bruyne, que você citou agora. Mas eu ficaria com o Eden Hazard, que é um menino que acompanhei desde pequeno, vi crescer nas categorias de base da seleção. Ele tem feito diferença não só na seleção, mas nos campeonatos que ele joga", declarou.

"Para falar a verdade, o único medo que tenho da Bélgica é que sempre acontece isso. A gente chega às oitavas, quartas de final com um time muito bom, mas os atletas, às vezes, não estão preparados psicologicamente. É algo típico do belga, que não tem aquele perfil do sul-americano. Mas, hoje, a gente vê que a seleção belga tem muitos atletas que não são de descendência belga, são naturalizados em sua maioria. A gente tem visto uma grande diferença. O único medo que temos é o nervosismo. O verdadeiro belga, na hora do pega para capar, não está 100% focado", completou.

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