Presidente do Bayern: "deveria ter chamado Özil de porcaria, não de m*****"

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Mesut Ozil Germany World Cup
Jewel Samad
Uli Hoeness admite que passou do ponto, mas continua firme na posição e não aceita que o problema do jogador do Arsenal seja racismo

Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, voltou atrás em suas severas declarações contra Mesut Özil em que chamava o jogador de "m*****" e tratou de encontrar outro adjetivo para o atleta. Mas permaneceu firme na sua posição de que o jogador do Arsenal não se entrega dentro de campo, nem pela seleção, nem pelo clube.

"Eu não deveria tê-lo chamado de m*****, mas de porcaria. Minha opinião sobre Mesut é clara. Eu queria voltar o foco do assunto ao esporte. Queria sair da conversa sobre racismo e integração", disse o ex-jogador.

No período da Copa do Mundo, o meio-campista foi um dos mais criticados do elenco alemão. Uma foto que mostrava Özil e Gundogan (alemães do Arsenal e Manchester City com ascendência turca) junto ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan circulou pelas redes dias antes da competição e a chuva de ataques começou. Özil, muito mais do que Gundogan, foi usado como bode expiatório, principalmente porque era titular do esquema de Löw. 

Mesut Ozil Germany World Cup 27062018 (Foto: Getty Images)

O atleta acusou alemães e a mídia local de racismo e xenofobia. O desgosto com a situação foi tamanho, que o campeão mundial de 2014 se aposentou da Die Mannschaft. Mas Hoeness entende que o camisa 10 dos Gunners usa esse discurso como desculpa para fracas atuações em campo.

"O jogo dela é uma m**** há anos. Ele não completa um desarme desde antes da Copa de 2014. E agora ele e o seu jogo de m**** se encondem atrás de uma figura. Sempre que o Bayern joga contra o Arsenal, nós jogamos em cima dele porque sabemos que ele é o ponto fraco", falou em julho, Hoeness, à Sport Bild, fato que gerou toda a polêmica pela qual Uli teve que se retratar.

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