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Opinião

Henry chegou para resolver um Monaco em crise, mas até agora nada deu certo

07:30 BRST 07/11/2018
Henry Monaco Champions League 06 11 2018
Ex-jogador e ídolo da equipe do Principado, o francês não venceu após cinco jogos como treinador

Quando Thierry Henry foi anunciado como treinador do Monaco, as reações imediatas foram de alegria. Afinal de contas, era a união por ter de volta um grande personagem do futebol na rotina de jogos e, também, o reencontro do ex-atacante com o clube onde ele apareceu pela primeira vez com destaque no esporte profissional. Parecia a escolha certa.

E não apenas pelo histórico de 28 gols em 141 jogos oficiais, com direito a título da Ligue 1 na temporada 1996-97. Após pendurar as chuteiras, no final de 2014, o francês esbanjou conhecimento analítico como comentarista para a TV inglesa. Alguns de seus comentários, especialmente os que explicavam como Pep Guardiola estruturou o espetacular Barcelona de 2009, do qual Henry fez parte, ganharam destaque mundial.

Henry sabia tanto do jogo quanto podia marcar gols na época de atleta. Isso ficou evidente em seu papel de comentarista. Mas o francês sentia que precisava dar um passo além, e foi assistente-técnico da seleção belga, treinada pelo elogiadíssimo Roberto Martínez. Na Copa do Mundo de 2018, o papel do auxiliar famoso foi exaltado na melhor campanha do país em suas participações de mundiais. Era o que o ex-atacante precisava para resolver apostar de vez no sonho de ser treinador.

Henry, durante o Mundial de 2018 com a Bélgica (Foto: Getty Images)

Os grandes êxitos como comentarista e auxiliar, aliado ao conhecimento adquirido como jogador comandado por nomes como Arséne Wenger e Pep Guardiola, fizeram com que a expectativa crescesse ao redor de Henry em sua chegada ao Monaco. A equipe do Principado, campeã francesa e semifinalista na Champions League há dois anos, vivia um péssimo momento mesmo sob o comando do bom Leonardo Jardim. Ainda assim, as esperanças eram de ver uma virada com Thierry Henry na área técnica.

Não é o que vem acontecendo. Em cinco jogos até aqui, Henry ainda não encontrou a vitória. Foram dois empates e três derrotas, a última delas, nesta terça-feira (06), um humilhante 4 a 0 para o Club Brugge, da Bélgica, dentro de casa. "Estou chateado com a forma como nós reagimos ao sofrermos o primeiro gol. Nós começamos bem, mas uma vez que ficamos em desvantagem paramos de jogar e isso é preocupante", afirmou o treinador após o jogo válido pela quarta rodada da fase de grupos da Champions League.

Faltando duas rodadas para o encerramento desta fase de grupos do certame europeu, o clube do Principado já não tem chances de avançar às oitavas de final. Mas o preocupante não é apenas isso: na Ligue 1 o Monaco é o penúltimo colocado, com apenas uma vitória em 12 rodadas. Nesta atual temporada, a sequência sem triunfos já alcançou 15 partidas.

Em relação ao trabalho de Henry, ainda que o francês tenha chegado com expectativas talvez desleais, o desempenho de seu trabalho não é bom: foram dez gols sofridos e apenas quatro marcados. Na média da comparação com os últimos meses de Leonardo Jardim, o ex-atacante vê a sua equipe sofrer mais gols (2 por jogo em comparação a 1,83 de Jardim). E ainda que veja praticamente a mesma quantidade de tentos a favor (3 por duelo contra 3,8 do ex-comandante), neste início de Henry com o Monaco a grande impressão é de que o desafio talvez seja maior do que a sua capacidade atual.