Gum deixa o Fluminense sendo decisivo, mas sem o reconhecimento merecido pelo clube

Comentários()
Lucas Merçon/Fluminense/Divulgação
O zagueiro, bicampeão brasileiro com o Tricolor, não defenderá mais a equipe da rua Álvaro Chaves após nove anos

Header Tauan Ambrosio

Nenhum jogador vestiu tanto a camisa do Fluminense em Campeonatos Brasileiros quanto Gum. Foram 253 jogos disputados e dois títulos. O zagueiro passou nove anos nas Laranjeiras, tornou-se o oitavo atleta que mais vezes defendeu o Tricolor (414 jogos) e, com certeza, encerra a sua passagem como um dos mais vitoriosos.

E um dos que mais se entregaram dentro de campo.

Quando chegou à Rua Álvaro Chaves, em 2009, contratado junto à Ponte Preta, Gum era um grande reforço. E provou isso sendo titular nos títulos brasileiros conquistados em 2010 e 2012, marcando um glorioso período de poderio nacional que não se via, no principal certame do nosso futebol, desde a década de 80 nas Laranjeiras.

Ainda que tivesse o brilho de Conca e Fred nas conquistas, a maior fortaleza daquelas equipes estava na defesa: tanto em 2010 quanto 2012 o Fluminense terminou o Brasileirão com o menor número de gols sofridos (36 e 33, respectivamente). Ao lado de Leandro Eusébio, Gum dava toda a segurança para um excelente ataque fazer a sua parte.

Nas últimas temporadas, já mais veterano, Gum não conseguia entregar a mesma intensidade. Mas jamais deixou de se entregar ao máximo. Alguns de seus erros talvez tenham aparecido até mais por causa da queda na qualidade do grupo, após o final da parceria vitoriosa com a Unimed.

Em 2018, entretanto, o camisa 3 voltou a ser peça importante de um grupo que chegou à última rodada do Campeonato Brasileiro com sérios riscos de rebaixamento. O goleiro Júlio César e o meio-campista Richard foram os heróis naquela vitória por 1 a 0, salvadora, sobre o América-MG. Gum também foi vital naquele jogo, tirando, em cima da linha, uma bola que rumava para o fundo das redes quando a partida ainda estava empatada sem gols.

Foi o último grande ato de Gum pelo Fluminense.

Em sua temporada de despedida, já que não teve o contrato renovado pelo clube, ele foi o defensor tricolor com mais jogos disputados (28) no Brasileirão, fez um gol e ganhou 169 disputas pelo alto. Deixa as Laranjeiras de cabeça erguida, como um dos maiores de todos os tempos no clube, mas sem ser valorizado como deveria.

Seja pela liderança ou identificação, Gum poderia seguir no Fluminense até pelos dois anos desejados por ele, que estava também disposto a diminuir os seus vencimentos mensais. O Flu não topou, e vê um grande símbolo de sua história sair com homenagens tímidas nas redes sociais que deveriam ser muito maiores no mundo real.

Fechar