Go, Kane? Tabloide odiado por torcidas inglesas provoca revolta na Colômbia

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Capa do The Sun faz trocadilho com cocaína e pode servir de motivação para os colombianos na Copa do Mundo

Goal

Inglaterra e Colômbia se enfrentam nesta terça-feira (3), às 15h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A esperança de seguir no maior torneio de futebol do mundo sempre gera muita pressão e expectativa, mas um tabloide britânico trouxe mais um elemento sobre o duelo. Em sua capa, o The Sun fez um trocadilho envolvendo o atacante Harry Kane e os problemas que o país sul-americano historicamente enfrenta com o narcotráfico.

"Enquanto os 3 Leões encaram a nação deu ao mundo Shakira, excelente café e, bem, outras coisas... nós dizemos 'Vai, Kane'", publicou o veículo. Em inglês, a expressão “go, Kane” soa de forma similar com “cocaína”.

The Sun Colombia England

A provocação não caiu bem com os meios de comunicação colombianos. O El Espectador avisou que “a resposta da Colômbia será dentro de campo”, enquanto a TV Caracol classificou a capa como “grosseira”. 

Como a seleção sul-americana está concentrada, é difícil saber como os jogadores reagiram caso tenham visto a capa do tabloide. Entretanto, o futebol tem uma longa série de casos em que atletas usaram publicações na imprensa como forma de motivação. Depois de deixar seu gol no triunfo sobre a Costa Rica, na primeira fase, Neymar publicou no Instagram que “falar até papagaio fala, agora fazer, poucos fazem”. No último ano, o técnico Mano Menezes admitiu que usou falas de jornalistas para concentrar seu Cruzeiro contra o Palmeiras.

O comportamento do The Sun, entretanto, não é responsabilidade da seleção Inglaterra. O tabloide tem histórico de capas consideradas provocativas e, em alguns momentos, de mau gosto, fazendo com que várias torcidas sejam contra o veículo. O caso que mais motiva esta aversão é a Tragédia de Hillsborough, quando um tumulto durante partida entre Liverpool e Nottingham Forest, válido pelas semifinais da Copa da Inglaterra, resultou em 96 mortos. O diário informou na época que o comportamento do público foi a causa do desastre e chegou a acusar torcedores de furtar pertences das vítimas. Mais tarde, quando foi constatado que falhas do policiamento provocaram o massacre, a fama do veículo entre amantes do futebol já era bem negativa, apesar de um tardio pedido de desculpas.

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