Gigante contra o Liverpool, Fernandinho dá a resposta para quem duvidava do seu futebol

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Getty Images
O meio-campista foi o maior destaque na vitória por 2 a 1 do Manchester City, ainda que não tenha feito gols ou dado assistências

Header Tauan Ambrosio

A vitória por 2 a 1 do Manchester City sobre o Liverpool, na quinta-feira (03), recolocou a equipe de Pep Guardiola na briga pelo título graças aos gols de Sergio Aguero e Leroy Sané. Foi uma partida intensa, emocionante, disputada no mais alto nível que o futebol pode nos oferecer hoje e, sejamos honestos, decidida nos mínimos detalhes.

Os visitantes vermelhos estiveram a milímetros de abrir o placar, não fosse o pé salvador de John Stones para tirar a bola que entrava no primeiro tempo, e ainda construíram outras chances. Fizeram inclusive com que a equipe de Pep Guardiola por vezes até abdicasse da posse de bola para sair em rápidos contra-ataques. Desde a chegada do catalão ao Etihad Stadium, em 2016, esta foi a primeira vez que os Citizens tiveram menos posse de bola em um duelo de Premier League: 49,6% contra 50,4% de acordo com a Opta Sports.

Assim como disse Jurgen Klopp, técnico do Liverpool, após a partida, qualquer um poderia sair, merecidamente com vitória, empate ou derrota. Mas se este jogo de detalhes fez justiça a alguma coisa, foi para mostrar – outra vez - o talento e importância descomunais de Fernandinho para o City.

Ainda mais por causa da imagem deixada por ele próprio na eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2018, quando foi apontado por muitos como responsável pela queda diante da Bélgica. Daquela vez, o resultado de 2 a 1 teve como detalhe trágico o seu gol contra após desvio pelo alto do zagueiro Vincent Kompany, seu companheiro de City e que hoje foi um leão na defesa.

Fernandinho não teve a sua melhor exibição com a camisa do City na frieza dos números. Por causa da posse de bola um pouco menor do que o habitual, teve o seu menor número de passes certos (39) nesta Premier League e também não quebrou os próprios recordes de desarmes ou recuperações de bola. Mas soube dividir muito bem o melhor que sabe fazer e ocupou o meio-campo como se fosse um gigante. Completo. Talvez desse até para fritar um ovo na imagem de seu mapa de calor.

Fernandinho foi, nesta 21ª rodada, o que os antigos cronistas do futebol classificavam como “caudilho”. O condutor do time no meio e no campo espiritual. Aquele que dá confiança. Com a ajuda da stamina alucinante de Bernardo Silva (que correu incríveis 13.7 km, um recorde no campeonato) e da boa atuação da equipe, soube dominar o setor central do Liverpool e foi o eixo que ligava defesa ao ataque.

Ao comemorar a vitória, que deixa o City a quatro pontos do Liverpool, Guardiola disse que o jogo foi resolvido entre as duas áreas. Foi como dizer que o triunfo da sua equipe tivesse acontecido graças à exibição gigante de Fernandinho, ainda que não tenha feito gols. Com um sorriso no rosto, o treinador afirmou: “Fernandinho voltou”. Uma notícia boa, já que sem o brasileiro os azuis de Manchester perderam duas seguidas no final do ano (para Crystal Palace e Leicester).

2019_1_3_fernandinho(Foto: Getty Images)

Até mesmo Graeme Souness, ex-meio-campista e ídolo do melhor Liverpool da história, se rendeu ao brasileiro em declarações à Sky: "Fernandinho é, de longe, o melhor meio-campista jogando em nosso país neste momento. A quantidade de trabalho que ele recebe é eclipsada pela técnica que ele tem. Quando ele vence (a disputa), desarma, ele levanta a cabeça e faz o melhor passe que se tem para oferecer".

Ter futuro na Seleção após ser considerado protagonista de um insucesso do Brasil em Copas do Mundo é tarefa praticamente impossível. Aos 33 anos, dificilmente Fernandinho terá a chance de disputar outro Mundial, mas exibições como essa deixam acima de qualquer dúvida a sua capacidade técnica como ‘jogador de seleção’.

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