Futebol sem laterais e ataque mortal: a Bélgica da Copa do Mundo 2018

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Getty Images
Comandada pelo espanhol Roberto Martínez, a Seleção Belga adota formação distinta, com três zagueiros, quatro meio-campistas e três atacantes

A Bélgica adotou um padrão de jogo nada convencional. Sem laterais na linha defensiva, a equipe do espanhol Roberto Martínez atua em um 3-4-3 bem incomum, digno do futebol desenhado por Pep Guardiola no Manchester City. Mesmo com a escolha no mínimo inusitada, a equipe segue letal no setor ofensivo.

A formação adotada na goleada sobre a Costa Rica, na tarde dessa segunda-feira (11), no último ato antes da estreia na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, é a que o time deve usar durante o torneio. Não só o sistema de jogo, mas também a escalação inicial.

Jan Vertonghen, Dedryk Boyata e Toby Alderweireld compuseram o sistema defensivo. Sem homens de lado na defesa, a equipe aposta na consistência do trio para fechar a retaguarda.

No meio-campo, Roberto Martínez opta por uma linha de quatro atletas - Carrasco, De Bruyne, Witsel e Meunier -, em que todos os homens de setor prezam pela mesma forma de jogo: a posse de bola. Com bons passes, eles têm a incumbência de transformar o "tiki-taka" belga a sensação da Copa do Mundo da Rússia. 

Axel Witsel Belgium Costa Rica
(Foto: Peter Lous)

A posse de bola da equipe no triunfo por 4 a 1 sobre a Costa Rica demonstra o que o treinador pretende adotar na equipe. Com 67% de posse, o time belga dominou o rival e buscou alternativas para invadir a sua área.

Aliado à consistência defensiva e ao elevado índice de acertos no meio de campo, há o ataque letal. Eden Hazard, Romelu Lukaku e Dries Mertens fazem do setor ofensivo um dos mais letais da Copa do Mundo.

Nos quatro amistosos disputados pela equipe em 2018, Romelu Lukaku foi a grande sensação, com quatro gols. Os números do jogador do Manchester United evidenciam o quão letal é o sistema ofensivo.

Eden Hazard Belgium 2018
(Foto: Getty Images)

Em quatro jogos, o time fez 11 gols - cinco de Lukaku, dois de Michy Batshuayi, um de Dries Mertens, um de Kevin De Bruyne, um de Eden Hazard e um de Marouane Fellaini. A média é de 2,75 gols por jogo.

Panamá, Tunísia e Inglaterra que se cuidem, porque a Seleção da Bélgica chega ao Mundial bem organizada e com um ataque letal.

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