Fim do tobogã e prédio comercial: consórcio faz planos para o novo Pacaembu

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Friedemann Vogel/Getty
Fundado em 1940 e palco de grandes duelos do futebol brasileiro e internacional, o estádio passará pela maior reforma da história

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, irá passar por uma das maiores transformações dos seus 80 anos de história. Após a assinatura de um contrato envolvendo a Prefeitura de São Paulo, o estádio passará a ser administrado pelo Consórcio Patrimônio SP formado pela Progen - Projetos Gerenciamento e Engenharia S.A e a Savona Fundo de Investimentos, nos próximos 35 anos. 

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Os grupos responsáveis pela reforma vão pagar cerca de R$111 milhões à prefeitura para arrematar a concessão do estádio do Pacaembu. As partes ainda ressaltaram que vão investir outros R$300 milhões no complexo.

A revista Veja São Paulo teve acesso aos primeiros planos para a reforma do estádio: entre as novidades, está prevista também a demolição da tradicional arquibancada batizada de “tobogã” para a construção de um prédio de cinco andares, que será alugado para firmas de serviços e escritórios. O complexo contará com outras obras de mobilidade que vão facilitar a locomoção das pessoas no local e permitir maior arrecadação de lucros. Haverá ainda estacionamento com 450 vagas. A Praça Charles Miller e o Museu do Futebol vão ficar de fora da concessão.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Exclusivo na Vejinha: Inaugurado em 1940, em um bairro então pouco habitado, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, que foi palco de seis jogos na Copa do Mundo de 1950, viverá sua mais importante transformação em oito décadas. Após a assinatura de um contrato, prevista para ocorrer até setembro (o prazo inicial era julho), o espaço, composto de uma piscina olímpica, duas quadras de tênis e um ginásio poliesportivo, além do campo, passará a ser administrado pelo Consórcio Patrimônio SP por 35 anos. O grupo, formado pelas empresas Progen e Savona Fundos de Investimentos, pagará 111 milhões de reais à prefeitura e promete investir outros 300 milhões de reais no complexo. O projeto da arquiteta Sol Camacho prevê a retirada do tobogã, a criação de um novo edifício de cinco andares e quatro subsolos com foco em eventos, a volta da concha acústica e a reforma de quadras de tênis e arquibancadas. Leia a matéria completa: 🔗abr.ai/capacaembu 📸Alexandre Battibugli/Veja SP #sp #saopaulo #pacaembu #solcamacho

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O tempo previsto para o término das obras será de dois anos. Com o objetivo principal de atrair atenção para os negócios, a estádio será pouco usado para partidas de futebol, tendo como margem apenas 15 jogos oficiais por anos. Devido às obras do complexo esportivo, a capacidade total do Pacaembu será reduzida de 40 mil para aproximadamente 26 mil torcedores durante o período. Ocasionalmente, apenas a piscina e as pistas de corrida serão gratuitas e destinadas ao público em geral.

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Em contrapartida, a Associação Viva Pacaembu recorreu à justiça para tentar cancelar a concessão, ainda sem sucesso. Os moradores alegam que eventos de destaque que atraem grande quantidade de público afetam drasticamente o trânsito da região.

Com o novo projeto, o Pacaembu poderá se tornar um grande ponto de comércio na cidade de São Paulo, atraindo quantidade maiores de pessoas comparado com os dias atuais. Atualmente o estádio é utilizado pelo Santos, em partidas pontuais e por Palmeiras e São Paulo quando há a realização de eventos e shows no Allianz Parque e Morumbi, respectivamente. O Corinthians, que se mudou para sua Arena em 2014, chegou a disputar mais de 1.600 partidas no Paulo Machado de Carvalho.

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