Felipão vive a noite mais importante da sua carreira desde o 7 a 1

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Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Técnico tem a chance de liderar o Palmeiras na busca de uma reviravolta contra o Boca que daria

A obsessão de qualquer palmeirense está a três jogos e um 2 a 0 de distância. É o momento maior de uma geração que ganhou um Campeonato Brasileiro, caminha para o segundo e já tem seu nome gravado na história do clube. Rival mais tradicional possível, o Boca Juniors ainda permite ao torcedor sonhar com uma vingança quase 20 anos depois dos duelos que lhe tiraram a chance do bi continental.

A noite de Libertadores no Allianz Parque tem tudo para ser inesquecível, há mais que um campeonato em jogo para Luiz Felipe Scolari. Contra o Boca e sua vantagem, o técnico põe à prova todo um legado e a história que irão contar no futuro sobre a sua carreira, nesta que é a maior noite de sua vida esportiva desde o fatídico 7 a 1. 

Quando Roger Machado foi demitido, não faltou quem torcesse o nariz para o substituto desejado pelo Palmeiras. Depois da tragédia na Copa do Mundo de 2014, Felipão voltou ao futebol pelo “carinho” do Grêmio ainda naquele ano, reforçou sua lista de títulos na China e namorou com diversas seleções antes de fechar seu retorno. 

Encontrou um Palmeiras rico e cheio de opções no elenco, mas perdido em campo. Erros defensivos frequentes, desempenho abaixo do esperado das principais estrelas e desconfiança da torcida transformavam o clube em um desafio. Felipão injetou ânimo, teve enorme sucesso ao dividir dois times para Brasileiro e Libertadores e arrancou para a reta final da temporada. 

Ele não é só o conduto final de um trem que já estava a caminho sucesso. Se o Palmeiras entrou nos trilhos, isso passa pela mudança de rota imposta pelo treinador. As impressões digitais estão na descoberta de “reforços internos” como Luan e Deyverson, na recuperação da forma de Dudu e na gestão de um elenco que sempre deixou seus comandantes com a pulga atrás da orelha. Os dois gols de Benedetto, na semana passada, dão contornos épicos à história. 

Se conseguir a virada no Allianz Parque para ir a uma final de Libertadores 19 anos depois de tê-la conquistado pelo mesmo Palmeiras, Felipão dá uma volta por cima na própria carreira. Nada apaga o 7 a 1, é sempre bom lembrar, a chegada em uma disputa deste porte, com vaga  assegurada justamente contra o Boca, remonta à imagem do treinador infalível que conquistou o planeta em 2002 e a América nos anos 1990. 

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Desde seu retorno, o "Scolarismo" transformou-se um termo famoso entre torcedores, seu período afastado das grandes disputas foi relativizado e a eterna discussão "novatos x veteranos", que domina o mercado de técnicos, ganhou uma novidade de peso. Virar contra o Boca significa também completar essa mudança narrativa. Ir à final, e por que não ganhá-la, transformaria a terceira passagem de Felipão pelo clube em capítulo de peso em sua extensa biografia.  

 

 

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