Exclusivo: Thiago Silva relembra pior fase da carreira e acredita em Copa diferente para o Brasil

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OLI SCARFF/AFP/Getty
Zagueiro é um dos homens de confiança do técnico Tite na Seleção Brasileira

Um dos jogadores mais identificados com a Seleção Brasileira disputará a segunda Copa do Mundo com os canarinhos. Thiago Silva já comemorou títulos, já chorou eliminações e deixou claro sua personalidade e liderança em campo. Querido pelos companheiros de equipe, ao lado de Neymar, Thiago é um dos destaques do PSG. Desde 2012 no time francês conquistou a Ligue 1, Copa da França e Super Copa da França.

O dono da camisa 2 do Brasil passou pela pior fase de sua carreira enquanto se recuperava de uma tuberculose. Afastado dos gramados e sem condições de jogo, a aposentadoria precoce rondava o atleta.

A Rússia 2018 poderá ser o último Mundial do jogador. Em uma bate-papo exclusivo com a Goal, Thiago relembrou momentos da infância e muito mais. Confira!

GFX_Thiago Silva

Preparação para a Rússia 2018

"Cada dia que você aprender algo novo. Profissionalmente, pessoalmente e até mesmo emocionalmente, porque o aspecto emocional é tão importante quanto. Muitas vezes nós tentamos mudá-lo, mas não podemos. Eu prefiro que tudo acontece naturalmente. Temos que aprender que nem todo mundo merece as nossas lágrimas. Você tem que fazer a coisa certa, mesmo se alguém zomba de você. Eu raramente mudaria minha opinião sobre o que eu acredito, mas o aprendizado é enorme depois de tudo que aconteceu desde 2014. Esperamos que 2018 possa ser diferente. Nosso objetivo final é ser campeões do mundo, mas há um longo caminho pela frente para terminá-lo da melhor maneira possível: com o troféu do hexa."

Jogar pela Seleção

“É diferente. Este é um momento único. Nem todo jogador pode vestir essa camisa. Muitos têm o talento para jogar aqui, o que torna a competição ainda mais difícil, então você tem que fazer algo extra para usar este uniforme. A responsabilidade é gigante, então você sempre tem que fazer algo de melhor para os mais de 200 milhões de brasileiros.”

Balançar as redes em Copa

“É uma fonte de tanto prazer, orgulho e alegria de ser capaz em marcar um gol na Copa do Mundo. Só quem já marcou sabe como é. Marcar um gol no Mundial em seu próprio país, com seus próprios torcedores ao redor. Não foi o gol mais bonito, mas o sentimento quando você vê a bola na rede... eu só conseguia pensar "este é o Brasil, este é o Brasil". Eu sempre fico muito emocionado quando eu revejo, é um momento único para qualquer jogador.”

Lembrança de Copas

“A primeira coisa que vem à mente é a Copa do Mundo de 1994. Tivemos uma dupla de ataque incrível com Bebeto e Romário. A partida final é uma memória forte, quando Roberto Baggio perdeu a cobrança de pênalti. Isso é uma memória que faz parte da minha infância, com o locutor gritando ‘é tetra! É tetra!’.”

Quase uma aposentadoria

“A primeira coisa é você ter fé. Sem Deus ninguém é capaz de até mesmo sair da cama para procurar pelos melhores dias. Tudo passa por ele, mas se você não acredita, nada funciona. Minha fé sempre foi enorme durante a minha doença. O médico disse que eu tinha de operar um dos meus pulmões e não seria capaz de jogar futebol nunca mais, porém, durante esse tempo todo, todos tinham fé. Eu, meu gerente, meu treinador, Ivo Wortmann. Até que o médico disse que eu poderia jogar novamente. Eu tive que tomar medicamento e fazer reabilitação, mas eu sabia que tudo daria certo.”

Jogar na Europa

Thiago Silva AC Milan
(Foto: Getty Images)

“Eu tinha sentimentos mistos. Um pouco de satisfação, um pouco de medo. Um pouco inseguro sobre a chegada a um novo país. A minha primeira experiência no exterior foi em Portugal e mesmo a falando a mesma língua, eu me senti muito inseguro sobre estar sozinho. Eu não conhecia ninguém. Mas é também uma boa sensação de um trabalho bem feito. Todo mundo sabe que os melhores jogadores estão na Europa e todo jogador sonha em jogar em um grande time da Europa. Estou muito grato por tudo o que aconteceu durante a minha carreira até agora.”

Busca por sucesso

“Foi difícil. Muitos clubes me rejeitaram. Quando você é jovem, você pensa em desistir, porque as pessoas fazem você pensar assim. Uma vez eu voltei para casa dizendo que eu não queria jogar futebol nunca mais. Minha mãe e meu irmão conversaram comigo, disse que eu não deveria desistir, para tentar novamente, porque se eu não tivesse sucesso em um clube, teria em outro. E ninguém poderia me dizer que eu não era capaz de ser um bom jogador. No dia seguinte eu já estava perseguindo meus sonhos.”

Infância

“Lembro-me de jogar nas ruas com os amigos, às vezes descalço. Eu chegava em casa com os pés cansados, mas querendo fazer o mesmo no dia seguinte. Essa paixão me fez continuar a jogar bola. Brincar na terra era nossa alegria diária.”

 

 

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