Estreia de Gabigol no Benfica: poucos minutos, sinais de personalidade, decepção coletiva e derrota

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Brasileiro até entrou bem contra o CSKA, mas fraco desempenho da "desfigurada" equipe falou mais alto

GOAL Por Bruno Andrade

Não será apenas a forte concorrência no ataque o grande obstáculo de Gabigol no Benfica. O time português está longe do futebol demonstrado na temporada passada, quando foi campeão nacional merecidamente e com sobras. Perdeu titulares importantes, como Ederson, Nélson Semedo e Lindelof, deu de ombros para novos (e essenciais) investimentos e ainda não se achou. Prova da brusca queda de rendimento foi a péssima exibição diante do CSKA, dentro de casa, na Liga dos Campeões. Até saiu na frente do placar, mas tomou facilmente a virada (2 a 1) e não achou forças - e muito menos qualidade - para contornar o resultado.

Recém-contratado por empréstimo da Inter de Milão, o atacante brasileiro fez a estreia ao entrar aos 32 minutos do segundo tempo, no lugar do lateral-esquerdo Grimaldo. Um sinal claro do "desespero" pelo triunfo. Aproveitou bem os vários espaços pelo lado direito, teve 93% de aproveitamente nos passes (14, no total), buscou jogo e sofreu uma falta. Na ocasião, segurou a bola e deu a entender que estava pronto para bater. Mostrou personalidade. No entanto, foi voto vencido, tendo perdido a "disputa" para o principal cobrador: Pizzi. Acabou de chegar...

O curto tempo em campo (pouco mais de 15 minutos), na verdade, pouco serviu para uma justa avaliação do debute do ex-santista. E nem poderia ter sido diferente. Os encarnados começaram a partida de forma lenta e previsível, mesmo contra um adversário que praticamente viu os três pontos caírem do céu, quase que de mão beijada. Para piorar, terminaram totalmente desorganizados. Nem mesmo com seis homens no ataque (Jiménez, Seferovic, Gabigol, Salvio, Zivkovic e Rafa) o empate pareceu uma realidade.

É, o treinador Rui Vitória terá bastante trabalho pela frente para buscar o tão sonhado pentacampeonato nacional (Porto e Sporting estão bem no começo desta temporada, vale destacar) e também não fazer feio na Liga dos Campeões. Que o cenário atual sirva de alerta para o presidente Luís Filipe Vieira. Vender é bom, comprar é melhor ainda.
 

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