O ex-árbitro inglês e especialista em arbitragem Graham Scott juntou-se à lista de críticos das decisões arbitrais tomadas na partida entre Egito e Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, afirmando que a decisão de anular o gol da seleção egípcia foi errada, embora tenha apoiado a decisão do árbitro de não marcar pênalti a favor de Mohamed Salah.
Em uma análise publicada pela rede The Athletic, Scott afirmou que o gol de Mustafa Zico, anulado após a intervenção do VAR, foi uma “decisão incorreta”, explicando que o contato entre Marwan Attia e Lisandro Martínez no início do ataque foi um contato normal no futebol e não chega a ser uma infração que justifique a anulação do gol.
Ele acrescentou que a jogada ocorreu a cerca de 100 jardas do gol, e que a Argentina teve tempo suficiente para se reorganizar defensivamente antes do gol ser marcado, indicando que o sentimento de injustiça da seleção egípcia nessa situação era justificado.
Scott explicou que a jogada envolveu um leve contato entre os jogadores, seja ao colocar o pé sobre o pé do adversário ou ao puxar a camisa de forma passageira, mas enfatizou que isso não constitui uma falta clara que justifique a intervenção do VAR.
O ex-árbitro inglês afirmou que a tecnologia de vídeo analisa todas as fases do ataque antes da marcação de qualquer gol, mas a anulação do gol só ocorre na presença de uma infração clara e evidente, o que não se verificou neste caso.
Ele acrescentou: “Quanto maior for a distância temporal e espacial entre a jogada e o gol, mais clara deve ser a infração para justificar a intervenção do VAR, o que não ocorreu nessa jogada”.
Por outro lado, Scott apoiou a decisão do árbitro francês François Litxer de não marcar pênalti a favor do Egito antes do terceiro gol da Argentina, explicando que o contato com Mohamed Salah foi extremamente limitado e não foi suficiente para derrubá-lo ou para marcar uma falta.
Ele concluiu sua análise afirmando que as duas decisões deveriam ter sido coerentes, acrescentando: “Assim como o gol do Egito não deveria ter sido anulado, o gol de Enzo Fernández também não deveria ter sido anulado, pois o pênalti reivindicado pela seleção egípcia não existiu”.
