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Entenda os protestos na Colômbia, que estão refletindo na Libertadores e Sul-Americana

23:37 BRT 13/05/2021
Atlético-MG América de Cali Libertadores 13 05 2021
O duelo entre América de Cali e Atlético-MG chegou a ser paralizado quatro vezes apenas no primeiro tempo devido aos problemas no entorno do estádio

Há quem diga que futebol e política não se misturam, mas novamente uma sucessão de eventos provam que tal sentença é mais errada do que bater um pênalti com as mãos. Desde o final do mês de abril, protestos na Colômbia têm sido refletidos em uma enorme dificuldade para a Conmebol conseguir manter a normalidade dos jogos previamente marcados tanto pela Libertadores da América quando pela Copa Sul-Americana.

O primeiro tempo do jogo entre América de Cali e Atlético-MG, nesta quinta-feira (13), que teve que ser interrompido quatro vezes devido à entrada do gás de pimenta no terreno de jogo, foi o episódio mais chocante até este momento. O Galo venceu por 3 a 1 em um segundo tempo que também contou com outras interrupções pelo mesmo motivo - e garantiu antecipadamente a classificação às oitavas de final - gols de Hulk, Arana e Vargas.

Mas as interrupções e os problemas estiveram longe de serem novidades. Um dia antes, no mesmo estádio Romelio Martínez, em Barranquilla, o encontro entre River Plate e Atlético Júnior chegou a ser interrompido pelo mesmo motivo.

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Semanas antes, cinco jogos (três pela Libertadores e dois pela Sul-Americana) chegaram a ser remarcados de última hora para outros lugares. O Fluminense, por exemplo, desembarcou em Barranquilla na primeira semana de maio para enfrentar o Atlético Júnior mas precisou fazer uma nova viagem para o Equador – local escolhido para abrigar a partida em meio às manifestações sociais que estão chacoalhando a Colômbia. As partidas entre Santa Fé e River Plate e Atlético Nacional contra Argentinos Juniors precisaram acontecer em Assunção, no Paraguai.

Entenda os protestos na Colômbia

(Foto: Getty Images)

As ruas das principais cidades colombianas - como Bogotá, Armenia e Barranquilla – estão inundadas em insatisfação social contra medidas do presidente Iván Duque, que anunciou uma reforma tributária que aumentaria os impostos pagos pela população em plena pandemia de Covid-19. Em meio ao drama do coronavírus, o povo colombiano foi às ruas para protestar e os conflitos já ocasionaram em dezenas de mortes e mais de 800 feridos.

A Conmebol bancou a realização dos jogos mesmo em meio aos protestos. Horas antes da partida entre América de Cali e Atlético-MG, manifestantes já pediam o cancelamento do encontro com placas que diziam “Sem paz, sem futebol”.