Em um ano, Tite vai de 'presidente do Brasil' a técnico pressionado na seleção

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Pedro Martins/MoWa
Tite começa Copa América garantido publicamente até o Mundial de 2022, mas torneio em casa pode mudar a situação do treinador

Nas semanas que antecederam a Copa do Mundo da Rússia, no ano passado, Tite era uma unanimidade à frente da seleção brasileira. A confiança no treinador era tanta que ele foi apontado a presidente do Brasil, num exagero de torcida e redes sociais no embalo da disputa eleitoral que se afunilava no país. Mas o hexa ruiu diante da Bélgica e Tite “voltou a ser” só treinador.

Às 21h30 desta sexta-feira, quando o Brasil entrar em campo para estrear na Copa América contra a Bolívia, no Morumbi, o treinador começará a testar o tamanho da pressão sobre seu emprego.

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Na época, o rótulo de presidente foi “recusado” por Tite, que não quis se meter no calor político de 2018 nem aceitar o elogio alimentado pelos resultados em campo e pela euforia pré-Copa do Mundo.

“Não sei [como as pessoas me enxergam hoje], mas o jeito que eu me enxergo é o mesmo, minha escala de valores do Adenor [seu nome] é a mesma”, respondeu, taxativo, o treinador na coletiva de imprensa pré-estreia.

Agora, o desafio de Tite é outro: oficialmente, ele está garantido na seleção até a Copa de 2022, no Qatar; na prática, uma decepção importante na Copa América pode custar caro.

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“O ciclo determinado é até 2022, é esse [o ciclo] a que me atenho”, disse o treinador, citando o apoio público recebido pelo atual presidente da CBF, Rogério Caboclo. “A pressão é diária, mas [esse apoio ] me dá confiança, transmite senso de equipe e mostra que ele [Caboclo] não é uma pessoa que está meramente dirigindo”.

Dirigente garantir técnico no futebol brasileiro pouco significa na prática. Na seleção brasileira, segurança no cargo é tão atrelada aos resultados como nos clubes. E um torneio em casa depois de um fracasso em Copa do Mundo pode potencializar qualquer decisão, até para um “ex-presidente”.

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