Em poucos minutos, Vizeu igualou chutes a gol de Paquetá em todo o Brasileirão

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Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação
No empate contra o Vasco, as chances do Flamengo aumentaram quando o Rubro-Negro contou com um centroavante clássico

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O papel do centroavante clássico, o camisa 9, talvez tenha sido o que passou por maiores mudanças recentemente.

A intensidade do futebol moderno, que exige movimentação constante seja para oferecer o primeiro combate na fase defensiva ou se movimentar entre as linhas para dar uma opção a mais ao companheiro com a bola, é fatal para quem estava acostumado a ficar só na ‘banheira’.

Por isso, o tradicional 4-4-2 com dois atacantes na referência é tão retrógrado a equipes titulares quanto a camisa de pano nos gramados. O usual é ter uma referência de ataque para oferecer profundidade ao time, ou sequer escalar um verdadeiro camisa 9.

Foi assim que o Flamengo voltou a entrar em campo sábado (28), no clássico contra o Vasco. Como vem acontecendo desde a chegada do técnico Reinaldo Rueda, o meia Lucas Paquetá foi escalado como referência. O objetivo é focar na mobilidade, rapidez e vitalidade de um jovem que não poupa esforços para oferecer o primeiro combate – como ficou claro em vídeo que viralizou na internet recentemente – e tem um toque de bola apurado.

Lucas Paqueta Flamengo Vasco Brasileirão 28 10 2017Paquetá não levou perigo direto para Martin Silva (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)

Mas quando o Flamengo não contou com Guerrero, como aconteceu diante do Vasco por causa de uma lesão do peruano, a opção com Paquetá à frente teve sucesso em apenas dois momentos: a vitória sobre o frágil Atlético-GO, quando o jovem de 20 anos deu passe para gol de Vinícius Júnior, e o empate com o Cruzeiro, quando apareceu como centroavante para estufar as redes no 1 a 1 válido pelo jogo de ida na final da Copa do Brasil.

No Brasileirão, Paquetá contribuiu diretamente para o gol apenas no belo passe que serviu Vinícius Jr. É um jovem com o seu valor e com muita estrada a caminhar. Mas às vezes é preciso ter um camisa 9 de verdade dentro de campo. Mesmo que o número às suas costas seja o 47.

Felipe Vizeu está longe de viver o bom momento de 2016, quando brigou até mesmo pela titularidade. Além disso, vacilou ao não cabecear da melhor forma na grande chance de gol do Clássico dos Milhões: arrematou em cima de Martin Silva, que mostrou reflexo e a segurança habitual.

Mas em apenas 22 minutos, igualou o número de arremates a gol desferidos por Lucas Paquetá em todo o Brasileirão [2]. O Flamengo precisava de uma referência para traduzir em gol as chegadas ao ataque, que aumentaram no segundo tempo.

Na ausência de Guerrero, está na hora de Rueda dar mais chances a Vizeu. O camisa 47 não foi bem contra o Vasco, mas demonstrou que o time fica mais confortável quando vê um homem de frente mais perto do gol. Não é o ideal, mas é o que se tem à disposição.

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