Eficiência e equilíbrio: as chaves do Cruzeiro para vencer o Palmeiras e diminuir a pressão

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Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Raposa conseguiu importante vitória pelo Campeonato Brasileiro, que alivia a barra do técnico Mano Menezes

Depois de uma semana conturbada e muita pressão, o Cruzeiro conseguiu um pouco de tranquilidade após vencer o Palmeiras, neste domingo (9), pelo Campeonato Brasileiro, por 3 a 1, no Mineirão.

A Raposa vinha sofrendo com resultados ruins, muitos erros, principalmente defensivos, e um futebol pobre. O time vinha sofrendo muitos gols e Mano Menezes, pressionado, prometeu que sua equipe não sofreria três tentos na próxima partida, após a derrota no clássico para o Atlético-MG.

Durante a semana, protesto da torcida na porta da Toca II e muita cobrança. Um dos mais criticados, Caicedo perdeu a titularidade na zaga, e Mano, mesmo achando Murilo muito jovem, lançou o garoto no time titular na vaga do equatoriano.

Se o Cruzeiro perdesse para o Palmeiras, a situação ficaria ainda pior, o clima mais pesado e manter Mano seria complicado. A Raposa precisava, e muito, da vitória, e ela veio, para melhorar, com uma atuação segura e mostrando evolução em relação as últimas partidas. De quebra, também colocou a equipe em boa situação na classificação.

Mano Menezes escalou sua equipe em um sistema diferente. Sem Robinho, lesionado, ele não utilizou o esquema com um quarteto ofensivo, e preferiu usar o 4-3-3, com três volantes e Sóbis, Thiago Neves e Alisson no ataque. E a escalação deu certo.

Com três volantes, o Cruzeiro teve mais segurança defensiva, e a zaga, que vinha sendo tão pressionada e criticada nas últimas semanas, teve boa atuação. Muito mais pelo time mais equilibrado do que pela entrada de Murilo no lugar de Caicedo. A equipe teve mais equilíbrio com Hudson, Henrique e Ariel Cabral na frente da linha de quatro, e mais segurança defensiva.

Ariel Cabral Hudson Henrique Cruzeiro Palmeiras Campeonato Brasileiro 09072017(Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Henrique, inclusive, muito elogiado por Mano Menezes após o jogo, mostrou porque precisa ser titular. O capitão celeste teve excelente atuação, indo bem nos desarmes, na marcação e protegendo a defesa, mas também na saída de bola, transição defesa-ataque e até aparecendo no setor ofensivo. Ele dá equilíbrio, experiência e toque de bola ao time. Faz muita diferença.

Além dos três volantes e do maior equilíbrio, o Cruzeiro também melhorou e conseguiu a vitória por ter a eficiência que tanto faltou nas últimas partidas. No clássico contra o Galo, por exemplo, a equipe sufocou o rival nos primeiros 30 minutos de jogo, mas não conseguiu traduzir o domínio em maior vantagem no placar, e depois pagou por isso. Já contra o Palmeiras, a história foi diferente.

Como os números da partida mostram, o Cruzeiro teve menos posse de bola e trocou menos passes, mas foi mais objetivo, cirúrgico e eficiente. A Raposa criou mais chances que o Verdão: 11 contra oito, sendo que seis acertaram o alvo. Das seis finalizações certas, três foram gols. O Alviverde, por sua vez, só acertou a meta de Fábio em uma oportunidade, justamente o gol. As estatísticas mostram como a Raposa teve mais equilíbrio, foi mais eficiente e não sofreu muitos sustos ao longo da partida. A promessa de Mano foi cumprida.

A importante vitória estrelada foi justa e merecida, e dá um pouco de paz para Mano Menezes e seus comandados.

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