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Efeito Alisson: Chelsea será primeiro teste do desfalcado Liverpool

07:00 BRT 14/08/2019
Adrian, Liverpool v Norwich
Adrián, substituto do brasileiro, disputou apenas cinco jogos na última temporada e terá responsabilidade grande

O Liverpool chega para a disputa da Supercopa Europeia contra o Chelsea, às 16h desta quarta-feira (14), com uma grande preocupação: Alisson será desfalque por causa da lesão muscular na panturrilha, sofrida na vitória por 4 a 1 sobre o Norwich, quando precisou ser substituído durante o primeiro tempo da estreia dos Reds na Premier League 2019-20. Visivelmente preocupado, o técnico Jürgen Klopp confirmou que o goleiro não será opção durante as próximas semanas.

Adrián, contratado recentemente sem custos, é o substituto. Jogador de 32 anos, ele estava sem contrato depois que deixou o West Ham. No último ano, disputou apenas cinco partidas pelos Hammers, sofreu oito gols e defendeu nove das 17 finalizações que vieram em sua direção – aproveitamento de 52.9% segundo a Opta Sports. A diferença em relação à média de 77.7% de sucesso que Alisson teve, nas 153 vezes em que foi acionado durante a temporada passada, é gigante e demonstra o tamanho do desafio para o arqueiro espanhol. E para o próprio Liverpool.

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“Eu não fico nem um pouco preocupado pelo que ele [Adrián] pode fazer a longo prazo, mas no curto prazo o problema é que ele chegou aqui sem clube quando nós o contratamos”, disse Klopp em entrevista prévia ao encontro entre a sua equipe, atual campeã da Champions League, contra o vigente dono da Europa League. “Ele pareceu estar muito bem e afiado desde o primeiro treino que teve conosco, mas é óbvio que agora precisamos ter cuidado e protegê-lo”.

Alisson foi contratado na última temporada, e ao contrário de Adrián custou muito dinheiro – cerca de 72,5 milhões de euros, que depois seriam considerados uma “barganha” por Klopp. Na Premier League, escreveu história estabelecendo o maior número de jogos que um goleiro passou sem sofrer gols [21], mas foi na Champions onde mais decidiu. Com defesas milagrosas, foi vital para que os Reds avançassem da fase de grupos, ajudou a manter a meta invicta no épico 4 a 0 sobre o Barcelona, que levou o Liverpool para a final após uma derrota por 3 a 0 na ida e, no jogo do título, deixou o gramado aclamado como um dos melhores em campo no triunfo sobre o Tottenham.

Alisson, decisivo para o título da Champions League (Fotos: Getty Images)

Evidente que ter à sua frente um sistema defensivo que foi o melhor do futebol europeu, sofrendo apenas 38 gols, considerando todas as competições, e com um gigante como Van Dijk na zaga, ajudou. Mas o mérito de Alisson foi visível e notório. Ainda não se sabe quanto tempo o brasileiro vai desfalcar os Reds, mas durante este período poderemos ter, justamente em sua ausência, noção do quão importante ele é para a equipe comandada por Jürgen Klopp. A primeira prova real será contra o Chelsea, e o discurso que vem dos jogadores deixa transparecer o óbvio: hoje Alisson é insubstituível, mas a crença no jogo de equipe é sempre maior.

“Nós fazemos tudo juntos: defendemos juntos. Precisaremos dele, ele vai precisar de nós. Tenho certeza de que ele vai fazer o trabalho”, avaliou o zagueiro Virgil van Dijk.

A resposta de verdade, só virá com a bola rolando.