"É injusto falar do jogo contra a Alemanha, mesma equipe campeã da Copa das Confederações", avalia Tite

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Pedro Martins/Mowa Press
Técnico evitou criticar o trabalho da Seleção Brasileira no fatídico 7 a 1 em 2014

Na véspera do amistoso com a Alemanha, o técnico Tite conversou com a imprensa e evitou fazer comparações e críticas ao trabalho da Seleção Brasileira no fatídico 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014, com o seu momento atual.

''Tudo que se compara e não tenha tempo, são variáveis. Etapas, ciclos, oportunidades. Aquela equipe de 2014 foi campeã em 2013. É injusto falar do jogo contra a Alemanha, mesma equipe campeã da Copa das Confederações. Temos que ter muito cuidado para não escolher só o lado bom ou ruim para analisar", disse.

''É o último campeão mundial, campeão da Copa das Confederações, é uma equipe mesclando e fazendo ajustes com atletas desse nível. Para mim a folga não serve, serve como preparação. Para mim é às vezes com Renato, outras com Douglas Costa, jogar sem Neymar, com Fernandinho, no mesmo sistema, porém numa característica diferente. Aproveitar e ter a oportunidade da equipe se consolidar e crescer'', completou.

Brasil e Alemanha se enfrentam para um amistoso preparatório para a Copa do Mundo na próxima terça-feira (27), em partida marcada para às 15h45 (de Brasília) no estádio Olímpico de Berlim.

Veja outros pontos da coletiva:

Alemanha melhor que o Brasil: "Vai depender do crescimento das equipes, que crescem no transcurso da competição, nos amistosos, grandes jogos, pequenos jogos. Esse processo todo de um momento estar melhor e consolidada."

Low diz que Tite não precisa de conselhos: "Gostaria de ouvir porque o Tite precisa, é incompleto, tem uma série de defeitos, é ansioso, muda o semblante, fica mais concentrado. Mas também sabe administrar, tenho o agradecimento a um monte de atletas e clubes que me deram oportunidade de estar aqui. Mas preciso bastante da parceria da comissão, das relações. Ele foi simpático comigo."

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Foto: Getty Images

7 a 1 em 2014: "Foi falado bastante sobre o momento, da equipe forte da Alemanha, confiança alta, em competir de forma leal, vencer o Brasil com o placar dilatado e nós aplaudirmos e reconhecermos. Isso mostrou a grandeza do esporte. Teve a qualidade, um dia emblemático, prefiro ver a qualidade do que outra situação. O sentimento de frustração todos nós tivemos, humanamente é inevitável. Ficamos chateados e vocês foram melhores. Encaramos de forma verdadeira, como as coisas têm que ser."

Atitude do Brasil: "Jogar em alto nível, buscar a proposta com imposição, de forma leal. Tentar traduzir em desempenho, procurar ser melhor, contundente, agressivo. Por vezes o futebol não transforma desempenho em resultado, mas o processo nós podemos conduzir. O futebol permite vencer sendo efetivo. Desempenho nós temos condição de controlar, é de nossa responsabilidade, coletivo, técnico, físico, mentalmente saber suportar a pressão de vir para um jogo importante, onde se sentem constrangidos em falar do 7x1, talvez por respeito."

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Formação da equipe: "Há disputas dentro da equipe, algumas mais acirradas pela titularidade, outras por convocação. Ederson está crescendo muito e botando pressão em alto nível com Alisson. O terceiro está aberto. Os três zagueiros, um é melhor do que o outro. Marquinhos, Thiago e Miranda. Há uma briga por titularidade e um fio de cabelo pode determinar. Coerência. Fernandinho no setor de meio-campo como um articulador, construtor, porque tem características para tal, vai competir com Paulinho, que compete com Casemiro, com Coutinho por dentro. Willian com Coutinho e Neymar botando pressão."

Duelo com a Alemanha será o maior desafio emocional? Sim, por tudo que envolve. É cercado de uma série de expectativas. Tu relembra o resultado, o título mundial. Traz um componente emocional."

 

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