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Dunga critica geração atual: "São maduros como jogadores, mas não como homens"

12:29 BRT 26/06/2019
Dunga, Brazil, Copa America, 20160604
Ex-treinador da seleção brasileira fala da mudança dos tempos e das características diferentes do futebol de hoje e o da sua época de atleta

O ex-técnico da seleção brasileira, Dunga está sem trabalhar como treinador desde que saiu do cargo com o Brasil. Campeão da Copa do Mundo de 1994, sendo capitão da equipe treinada por Carlos Alberto Parreira e campeão como treinador da Copa América 2007, Dunga entende que existe uma diferença muito grande do futebol jogado hoje e o praticado em sua época. Além disso, falou sobre o amadurecimento dos jogadores de hoje em dia.

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"São épocas diferentes. No nosso período crescíamos mais rápido como pessoas e mais devagar como jogadores. Havia poucos garotos que com 18 anos jogavam na equipe principal, tinha que ser muito bom para isso. Hoje acontece o contrário. Com 18 anos já estão na equipe principal. São mais maduros como jogadores, mas não como homens. Além disso, eles têm muita gente ao seu redor que não deixa que eles se desenvolvam como pessoas. Ninguém pode encostar neles, ninguém pode falar com eles. Não é um problema com o Neymar, mas com todos os jogadores é assim", falou Dunga ao El País.

Quando deixou a seleção brasileira, Dunga tinha um aproveitamento de 70% de vitórias, e conquistou uma Copa América e uma Copa das Confederações. Ele foi perguntado se isso não seria o suficiente para que ele tivesse mais calma no seu trabalho e respondeu.

"É assim. Aqui tem que ganhar sempre. Toda a vida me disseram que eu era só um marcador, que só sabia pegar. Mas de todos os volantes do Brasil, eu que fiz mais gols. Em 2010 Paulinho me superou. Mas aqui quando dizem uma coisa, todos seguem", disse Dunga.

Dunga também analisou as diferenças na preparação e em tudo o que envolve o futebol, especialmente dos anos 1990 para cá.

"A partir da década de 90 o futebol mudou muito. O jogador passou a se cuidar muito fisicamente. Até então, os jogadores que chegam nos 30 anos 'morriam'. Agora, com as mudanças nos treinamentos, na alimentação e nos descansos as carreiras dos jogadores foram esticadas. Veja Messi e Cristiano [Ronaldo] que já estão há 10 anos em um nível altíssimo",analisou o ex-técnico da seleção brasileira.