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Doze anos depois, Seleção Brasileira repete "quadrado mágico"

19:30 BRT 14/06/2018
Brasil 2006 Ronaldinho Ronaldo Nazario Adriano
Quarteto se formou durante a preparação para a Copa do Mundo e pode desbancar o que entrou em campo em 2006

Depois de garantir vaga na Copa do Mundo, Tite utilizou os jogos para fazer testes e definir a melhor equipe para a estreia do Brasil na Rússia. Na reta final da preparação, o treinador chegou a um novo time, principalmente se tratando do setor ofensivo. 

Do meio para frente, ele acabou formando um quarteto, que promete ser uma das grandes atrações da Copa do Mundo, o esquema é formado por Coutinho, Willian, Neymar e Gabriel Jesus e sem dúvida alguma é de colocar medo em qualquer adversário. 

Para o torcedor brasileiro, talvez este fato remeta a lembraças de um passado não tão distante, há doze anos, por exemplo, Carlos Alberto Parreira levava para uma Copa do Mundo, uma Seleção que contava com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fênomeno e Adriano.


(Foto: Getty Images)

O quarteto ficou conhecido como quadrado mágico, mas foi um fracasso, muito por conta do momento físicio dos atletas, que não era dos melhores. Ronaldo, por exemplo, estava visivelmente acima do peso e não jogava e tinha ficado três meses parado.

Ronaldinho Gaúcho, por outro lado, vinha de uma temporada muito dura com o Barcelona, onde fez cerca de 70 jogos e se apresentou à Seleção Brasileira três dias depois de faturar a Champions League, sem nem ao menos um descanso. 

A parte tática também é outro fator para apontar a diferença para este quarteto da Copa do Mundo de 2018. Os jogadores de frente, em 2006, não tinham muita responsabilidade de fechar a marcação, deixando a responsabilidade maior em cima dos volantes. 

A Seleção atual, no entanto, começa a marcação com Gabriel Jesus, que é responsável por fazer pressão na saída de bola, fechar os espaços e dar total suporte ao sistema defensivo. 

Utilizando o 4-1-4-1, o treinador exige muito a dedicação dos atletas, sem a bola, Willian e Neymar, por exemplo, marcam a saída de bola do adversário protegem os laterais enquanto Coutinho fecha o meio-campo. 

O time é bastante movél e tem peças que se completam, diferente de 2006, quando muita gente apontava que Ronaldo e Adriano não poderiam jogar juntos, pois davam pouca mobilidade ao ataque brasileiro. 

O momento físico do quarteto atual também é um grande diferencial, exceto Willian, todos os outros três tiveram um refresco na temporada, Coutinho, que trocou o Liverpool pelo Barcelona, em janeiro, disputou apenas a La Liga, enquanto Neymar, esteve três meses parado por conta de lesão. Gabriel Jesus também se contundiu e também ficou um tempo sem atuar, retornando na reta final. 


(Foto: Thomas Santos / MoWa Press / Divulgação)

Com 29 anos, Willian é o mais velho. O mais novo é Gabriel Jesus com 21, já Coutinho e Neymar têm apenas 26 anos, idade em que se costuma ser o auge da forma física e mental de um atleta de futebol.

Nesta quinta-feira(14), na entrevista coletiva, Gabriel Jesus foi perguntado se em caso de título este quarteto se tornará o maior da história. 

"É difícil falar, cada um tem sua história. Nenhuma história pode ser apagada. Quero colocar meu nome na história do Brasil, mas não é porque coloquei que vai apagar a dos outros. Temos que conhecer nossos ídolos. Todos que fizeram história ganharam muito com a camisa da Seleção estão torcendo pra gente, para que a gente possa ter nosso nome guardado com vitórias".

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo diante da Suíça, neste domingo(17), em Rostov. Em seguida, enfrenta a Costa Rica, no dia 22 e fecha a fase d grupos contra a Sérvia, no dia 27.