Do psicotécnico ao centro de excelência: a evolução do Brasil na preparação para Copas

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Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação
A primeira vez que a Seleção se preocupou de verdade em modernizar o seu staff, foi justamente em 1958

O marco da modernização do Brasil em preparação para Copas do Mundo foi 1958. Naquele ano, a Seleção passou a contar, pela primeira vez, com uma comissão técnica, encabeçada por Paulo Machado de Carvalho, que entrou para a história sob a alcunha de ‘Marechal da Vitória’ graças ao resultado derradeiro: o primeiro título mundial.

É claro que o atraso era tão grande, a ponto de existir um relatório que apontava jogadores negros como motivo pelas derrotas de 1950 e 1954. Nomes como Didi, Pelé, Garrincha e Djalma Santos fizeram o favor de acabar com um relato que lamentavelmente refletia a ignorância da época.

Mas também houveram avanços: os jogadores tiveram um psicólogo (João Carvalhaes), equipe médica (chefiada pelo Dr.Hilton Gosling), supervisor (Carlos Nascimento) e até um tratamento dentário especializado (trabalho de Mário Trigo).

Garrincha 1958 Brasil URSS 22 05 2018(Foto: Divulgação/FIFA)

Dentre as histórias que entraram para o folclore, a reprovação de Garrincha em um exame psicotécnico prévio ao Mundial de 58. Alguns jogadores tiveram até mesmo que intervir, pela garantia de contar com o Anjo das Pernas Tortas. Decisão acertada, o destino provou.

De qualquer forma, todo aquele cuidado fez a diferença na conquista em campos suecos, mas seis décadas depois a evolução demonstra outra realidade.

Miranda Granja Comary 23 05 2018Granja Comary 23 05 2018Jogadores trabalham no centro de excelência do futebol brasileiro (Fotos: Lucas Figueiredo/CBF)

Isso fica evidente até mesmo nos materiais do centro de excelência de futebol na Granja Comary, além de todo o cuidado da comissão técnica com a maior quantidade possível de detalhes.

“Todos os atletas são muito bem monitorados para que não tenha um imprevisto. Com relação a exame de imagem, nessa preparação, trouxemos um profissional que faz todos os exames de imagem aqui dentro da Granja. Aqueles que achamos pela necessidade fizeram exames. E com isso acompanhamos e vemos a evolução diária”, disse o médico Rodrigo Lasmar, em entrevista coletiva realizada na Granja Comary.

GFX fabio Granja Comary

O futebol evoluiu, ficou muito mais intenso e profissional. Quem entra em campo não é, como no passado, apenas um jogador: precisa ser tão atleta quanto. E nos bastidores o Brasil corre para não ficar atrás antes da Copa do Mundo.

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