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Do bom início a queda brusca de rendimento: a cronologia até a demissão de Aguirre do São Paulo

13:44 BRST 12/11/2018
Diego Aguirre Corinthians Sao Paulo 28032018 Paulista
Empate no Majestoso somado ao triunfo do Grêmio tirou Tricolor do G-4 pela primeira vez desde junho

A atuação ruim do São Paulo no empate em 1 a 1 com o Corinthians no último sábado (10) e a saída da equipe do G-4 depois da vitória do Grêmio, no domingo (11), foram os motivos finais que fizeram com que a diretoria demitisse o técnico Diego Aguirre. No entanto, seu trabalho já não vinha sendo mais unanimidade a um bom tempo.

Aguirre chegou ao São Paulo em março para ocupar o lugar de Dorival Júnior. Apesar das eliminações na semifinal do Paulistão, para o Corinthians, e na quarta fase da Copa do Brasil, diante do Atlético-PR, o uruguaio conseguiu agradar até os mais desconfiados torcedores após recuperar alguns jogadores importantes, como Diego Souza e Nenê, e fazer com que a equipe terminasse o primeiro turno do Brasileirão na liderança.


(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

O bom desempenho do treinador, inclusive, levou a cúpula de futebol a discutir a renovação do vínculo de Aguirre que iria até dezembro, mas o próprio comandante pediu para adiar as conversas para o fim da temporada. O problema é que no returno o time caiu muito de desempenho. Internamente, todos cravavam que o uruguaio só seguiria em 2019 se a equipe terminasse a competição nacional no G-4.  

O ótimo aproveitamento de 71,9% no primeiro turno despencou para 40,4% no returno. Para piorar, pela primeira vez desde junho, o time saiu do G-4. Falando especificamente do desempenho da equipe, a atuação no clássico contra o Corinthians foi desastrosa. Mesmo com um jogador a mais em todo o segundo tempo, foi o rival quem controlou a partida e por pouco não saiu com a vitória. Houve ainda erros claros de arbitragem que favoreceram o Tricolor.

Aguirre sofreu por conta do período em que Everton ficou afastado do time por lesão e também devido a queda de rendimento de Nenê, que foi parar no banco de reservas. Mesmo assim, a avaliação era de que o desempenho estava abaixo do mínimo esperado e de que o elenco já não conseguia entender direito os pensamentos do treinador.

Mesmo assim, a demissão de certa forma surpreendeu algumas pessoas. A decisão tomada por Raí foi questionada por alguns por ser feita faltando apenas cinco rodadas para o fim da competição. Caberá agora a Jardine, homem de preferência do diretor-executivo de futebol, inclusive para ser o técnico da equipe em 2019, recolocar o time no G-4 para ter a vaga direta na fase de grupos da próxima edição da Libertadores.