Displicente, porém encantador. Contra o Anderlecht, o PSG deu um recado

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Getty Images
Com Neymar, Mbappé e Cavani os parisienses podem bater qualquer equipe de médio porte... mesmo sem atenção

Expectativa, dúvidas, obrigações e considerações. Quando o Paris Saint-Germain contratou Neymar e Mbappé estes foram alguns dos elementos que surgiram. Em campo, a principal resposta foi um futebol encantador e repleto de gols.

O Paris Saint-Germain segue com esse roteiro, embora algumas polêmicas desnecessárias [a questão envolvendo pênaltis e faltas entre Cavani e Neymar] tenham surgido no caminho.

Os quatro gols anotados sobre um frágil, porém valente, Anderlecht não representaram somente o aproveitamento de 100% na fase de grupos da Champions League: mais uma vez, os franceses fizeram um mínimo 3 gols e seguiram na frente do Manchester City como ataque mais positivo da Europa: foram 41 tentos anotados, considerando campeonato nacional [Ligue 1] e europeu.

Contra o Anderlecht - que faz um irregular início de temporada até mesmo Bélgica, onde ocupa a 5ª colocação – o PSG goleou, mas a impressão foi de que os seus jogadores não estavam muito ligados na partida. Isso ficou claro nos discursos de Kylian Mbappé, melhor jogador em campo, e do técnico Unai Emery.

“Poderíamos ter acelerado o jogo ainda mais”, disse o francês, que abriu o placar logo aos 2 minutos e deu o passe para Cavani ampliar no final do primeiro tempo.

Embora tenha enfrentado a equipe mais frágil de seu grupo, o Paris Saint-Germain levou alguns sustos consideráveis. Os belgas conseguiam ameaçar e pressionavam a saída de bola. Para efeito de comparação, levaram quase tanto perigo quanto fez o Bayern de Munique no principal teste dos parisienses até aqui [6 arremates a gol, um a menos em relação ao que fizeram os alemães].

GFX PSG Anderlecht

O desempenho ofensivo também não era brilhante. As chances apareceram como nunca, levando em conta a atual campanha na Champions, mas o desperdício foi grande. Embora tenha arriscado 17 arremates a gol, o PSG saiu de campo com o seu pior aproveitamento em finalizações nestas 3 rodadas: 66.67%. A impressão era de falta de capricho, o que só caiu por terra quando Neymar, à lá Ronaldinho Gaúcho, fez um lindo gol de falta – batendo rasteiro, por baixo da barreira.

Foi um dia para jogar tirando o pé do acelerador. A única exceção à regra foi Di María, que ciente de que precisa provar algo deixou o banco de reservas [substituiu Cavani] e, além de ter fechado o meio-campo, buscou o gol e o encontrou aos 88’: 4 a 0.

Demonstrando desatenções defensivas e ofensivas, o PSG voltou a dar um recado: enquanto contar com Neymar, Mbappé e Cavani no comando de ataque, é capaz de golear [e até encantar] em qualquer situação contra uma equipe que não esteja entre as maiores potências do continente. 

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