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Paris Saint Germain

Desesperado, Tuchel tem oito dias para salvar seu emprego no PSG

17:01 BRST 24/11/2020
Thomas Tuchel Neymar Kylian Mbappe PSG GFX
Após três partidas na Champions League, os parisienses não podem mais vacilar e veem seu treinador correr perigo

Pouco mais de três meses após o PSG ter jogado sua primeira final de Liga dos Campeões, Thomas Tuchel, o comandante daquela equipe, está na corda bamba.

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O ex-treinador do Borussia Dortmund tem oito dias para provar que merece continuar no clube. É simples: basta obter quatro pontos nas partidas contra RB Leipzig e Manchester United.

Qualquer pontuação menor que essa deve fazer com que o PSG "caia" para a Liga Europa, e será um milagre para que Tuchel continue caso aconteça a eliminação.

Tendo participado da melhor campanha da história do clube em agosto, Tuchel também pode fazer parte da primeira vez desde a compra da equipe francesa pela QSI que ela não chegou até as oitavas de final.

Os parisienses lideram a Ligue 1 com 24 pontos, mas estão ameaçados por um bom número de times. Se o Olympique de Marselha vencer seus jogos atrasados, podem empatar com o clube do Parc de Princes, que já tem mais derrotas na temporada que Lille, Lyon e Lens, por exemplo.

Nesta sexta, o PSG encerrou o primeiro tempo vencendo o Monaco por 2 a 0, mas sofreu a virada e foi derrotado por 3 a 2. Sua dificuldade para reagir ao crescimento do rival na partida foi similar ao que aconteceu diante do RB Leipzig na Liga dos Campeões, no começo do mês, um sinal até mais preocupante que o resultado do jogo

Mas não são seus resultados nacionais, necessariamente, que causam preocupação. Na Champions, em um grupo considerado tranquilo, o PSG está sofrendo.

Com três performances ruins e três pontos conquistados, derrotas para Manchester United e RB Leipzig os colocaram à beira do precipício.

É verdade que lesões e positivos para coronavírus diminuíram a força do elenco. É verdade que a atuação do PSG no mercado de transferências prejudicou Tuchel. Mas também é verdade que o time não está jogando nem perto do que pode jogat neste ano.

O duelo desta terça-feira (24) na capital francesa, então, promete ser extremamente tenso.

A preocupação do PSG fica clara ao analisar as declarações públicas do treinador sobre a condição física de Neymar. Está claro que o brasileiro não está preparado para jogar uma partida assim, mas com o clube desesperado, o craque deve entrar em campo.

"Nós precisamos dele. É absolutamente necessário que ele jogue," falou Tuchel à imprensa. "Ele tem a confiança, a qualidade e a experiência. É um jogador fundamental para esta equipe."

"Não está em sua melhor condição física, mas será titular. Pode suportar a partida mentalmente e fisicamente."

"Eu espero que não seja muito para ele e que nós possamos o ajudar. Precisamos correr por ele. Ninguém está sozinho."

Nunca o time mais aplicado defensivamente, o PSG está assumindo o risco de ter um jogador a menos na defesa para deixar o craque focando exclusivamente no setor ofensivo.

Que Neymar é "necessário" para o PSG não é apenas sinal de sua qualidade individual, porém. Evidencia as lacunas no fraco mercado que fez o time parisiense, especialmente no ataque, cada vez mais dependente do brasileiro e de Kylian Mbappé.

As dificuldades do clube na Liga dos Campeões estão diretamente ligadas com a dupla, que ainda não balançaram as redes na competição na atual temporada.

“Se Kylian e Ney não marcam, é muito ruim para nós, pois eles são jogadores decisivos." admitiu o treinador. "Nós precisamos de gols e grandes jogos."

Infelizmente para o PSG, nenhum dos dois está 100% para o duelo. Além disso, ainda existem dúvidas sobre os meio-campistas Marco Verratti e Ander Herrera, bem como o atacante Mauro Icardi, que mal jogou este ano.

Acrescente lesões de Juan Bernat e Thilo Kehrer na defesa e suspensões para Presnel Kimpembe e Idrissa Gueye. Tuchel tem pouquíssimas opções para escalar a equipe.

Durante a fase final em Lisboa, o PSG foi capaz de se superar como um time para batalhar tais adversidades.

Nesta terça, o foco será depositado em sua dupla de estrelas. Tuchel e o PSG estão apostando seu futuro neles.

"Você não chega numa final de Liga dos Campeões 'estalando os dedos'" comentou Marquinhos, um dia antes do jogo.

Igualmente, porém, você não chega numa decisão com partidas como o PSG vem tendo até agora. Após o vexame na Alemanha no começo do mês, o treinador afirmou que não tinha medo da demissão.

"Se nós ganharmos no Parc, é como se não tivéssemos perdido," notou.

Com um relacionamento conturbado com o diretor de futebol Leonardo, qualquer resultado que não seja a vitória pode ser o começo do fim.