Deschamps dá receita antes da final: "Serenidade, confiança e concentração"

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Técnico ainda defendeu africanos na seleção francesa antes da grande decisão

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À véspera da grande final e nos últimos preparativos para enfrentar a Croácia, o técnico Didier Deschamps conversou com a imprensa e deu a receita para conquistar o troféu da Copa do Mundo da Rússia neste domingo (15). 

"Não há euforia nenhuma. Sinceramente, eu não sinto isso. Todos estão convencidos de que este é o maior jogo que iremos disputar neste ano. Meu colega croata garantirá que sua equipe esteja o mais relaxada possível e garanta um certo equilíbrio. Há uma parte irracional que entrará em cena também. Eu me certifico de ser o mais pragmático.", disse.

"Temos a certeza de preparar o jogo da melhor maneira possível. As três palavras importantes são serenidade, confiança e concentração. É preciso uma boa mistura dos três para preparar o melhor jogo amanhã (domingo)", completou.

França e Croácia decidiem o título do Mundial neste domingo (15), às 12h (de Brasília), no Estádio Luzhniki.

Veja outros pontos da coletiva

Mbappé e sua indulgência: "Kylian é um jovem jogador, que tem muito talento e já mostrou isso diversas vezes na Copa do Mundo. Ele não tem um tratamento especial, tento conversar o máximo possível com todos os meus jogadores, não apenas com ele", disse Deschamps na entrevista coletiva prévia à decisão"

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Foto: Getty Images

"Pela minha experiência, sei que ele pode ser um pouco indulgente com os outros. Mas Kylian é um jovem inteligente, sabe ouvir, às vezes temos algumas discussões, e acontece quando digo algo que não seja tão positivo".

Africanos na seleção: "Sempre foi o caso, a seleção sempre teve jogadores africanos ou territórios franceses. Faz bem para o futebol e para todos os esportes, para a França. Sua origem, sua infância, tem famílias em diferentes países, eles têm esse laço. Eles têm orgulho de onde vêm ou vieram, e tem orgulho de jogar a Copa do Mundo"

"É verdade que equipes africanas não foram bem na Copa, mas não significa que não há jogadores bons. Já falei isso com outros técnicos da África, vocês precisam formar um grupo, ter força coletiva. Essa é uma das mais difíceis coisas a serem feitas, criar um grupo"

Diferença entre Eurocopa 2016 e Mundial 2018: "O grupo de hoje é diferente de dois anos atrás. Eu incluí 14 novos jogadores. Eles descobriram o que era uma grande competição na Rússia. Mesmo que tenham menos experiência, a qualidade está lá. Os jogadores croatas têm experiência no clube e jogadores já maduros. Em cada um dos nossos jogos, enfrentamos essa situação com adversários que tinham mais experiência. Apenas nove jogadores sabem o que aconteceu, infelizmente. Deve nos servir em relação ao que nos espera amanhã. Haverá coisas para fazer de forma diferente. Uma final é sempre um evento à parte"

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