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Brasil

De favorita na Copa à boa recuperação pós Mundial: a Seleção Brasileira em 2018

15:06 BRST 26/11/2018
Saudi Arabia Brazil Friendly 12102018
Equipe inicia o ano como uma das favoritas ao título Mundial, passou pela eliminação considerada precoce e conseguiu se reerguer no final da temporada

Na última semana, a Seleção Brasileira encerrou o ano de 2018 com uma vitória por 1 a 0 sobre Camarões, no MK Stadium, em Milton Keynes, na Inglaterra. O triunfo foi o de número 13 da Canarinho na temporada em 15 jogos. Ao todo, foram 29 gols anotados e apenas 3 sofridos, excelentes números que infelizmente não apagam a dor da única derrota, justamente para a Bélgica, na Copa do Mundo da Rússia

Apesar disso, no entanto, a Seleção mostrou dentro de campo que está com as feridas cicatrizadas e tem na ponta da língua um único discurso: a Copa América, que acontece no Brasil em 2019. De comissão técnica aos novatos, todos sabem da importância do torneio para a continuidade do bom trabalho que vem sendo feito por Tite. 

Abaixo, o Brasil Global Tour fez uma análise do ano da Seleção Brasileira destacando os principais pontos.


UMA DAS FAVORITAS NA COPA



(Foto: Getty Images)

Depois de cicatrizar o fatídico 7 a 1, que foi remoído por pelo menos dois anos na Seleção, a equipe se reencontrou sob o comando de Tite que colcou a Canarinho de volta entre as mais temidas do mundo. Com dois anos de bom futebol, o Brasil se classificou com o "pé nas costas" para a Rússia e, de quebra, chegou na competição como forte candidata ao título. 


A LESÃO DE NEYMAR



(Foto: Getty Images)

Um dos grandes méritos de Tite foi ter reencontrado a melhor versão de Neymar na Seleção e fazer da equipe menos dependente do camisa 10. Mas é claro que, um jogador como o peso do craque faria falta a qualquer time no mundo. A lesão pouco antes do Mundial foi o primeiro presságio.

Apesar de ter se dedicado dia e noite para conseguir se recuperar há tempo de entrar em campo na Copa do Mundo, Neymar não chegou 100%, nem podia, pois estava há três meses sem atuar em uma partida oficial. 


RENDIMENTO ABAIXO E A QUEDA NA COPA



(Foto: Getty Images)

A estreia na Copa do Mundo foi bem longe do que se esperava, pelo menos para os torcedores, o empate com a Suíça ligou um sinal de alerta. As lesões de alguns jogadores nas vésperas do primeiro jogo também tiveram um impacto sobre a equipe. Renato Augusto, por exemplo, poderia ter voltado a ser titular da equipe se não tivesse se lesionado. O volante Fred, outro que sofreu uma lesão uma semana antes da estreia na Copa, sem dúvida seria mais utilizado se estivesse à disposição.

Mas mesmo diante desses problemas o Brasil foi se recuperando, no entanto, distante da equipe que encantou durante as Eliminatórias. Sem conseguir solucionar os problemas, Tite viu a Seleção ser eliminada pela Bélgica nas quartas de final em um jogo onde o time europeu deu um show durante 45 minutos. 

Na segunda etapa, a Canarinho equilibrou e até poderia ter conseguido o empate, mas acabou sendo eliminada. O saldo foi ruim, pois se esperava que o Brasil fosse mais longe e exatamente por isso a ferida foi tão grande na comissão técnica.


SEQUÊNCIA DO TRABALHO



(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press / Divulgação)

Diferente do costume no futebol brasileiro, Tite teve a benção para seguir trabalho. Nada mais justo para quem resgatou o orgulho do futebol brasileiro e trouxe coisas boas para a Seleção. Com o projeto da Copa do Mundo do Catar, a comissão técnica sabe que os desafios são grandes e traçou metas em três prazos, curto, médio e longo. 

A primeira está em processo, visa a entrada de jovens atletas na equipe e um trabalho de olha na Copa América, que acontece em junho de 2019. Com seis jogos e seis vitórias no pós Copa do Mundo, o treinador declarou que tanto ele quanto os jogadores estão recuperados da eliminação na Rússia e em busca de apenas um objetivo no momento: a competição continental. 


CHEGADA DE NOVATOS



(Foto: Getty Images)

Na reformulação da equipe, Tite abriu espaço para vários jovens, a primeira convocação, inclusive, teve o maior número de novatos que foi diminuindo a cada lista. Dois dos que mais aproveitaram as oportunidades foram Arthur e Richarlison, jogadores que aparecem até com possibilidade de agarrarem uma vaga entre os titulares na Copa América. 

O primeiro, já vem sendo titular e o segundo despontou como o atleta mais carismático no pós-Copa, além disso, bastante eficiente também. Em outros setores, Tite também vez oportunizando, como ele mesmo gosta de frisar, Fabinho, Pablo e Dedé são nomes que também aparecem aproveitando as chances. 


BONS NÚMEROS PÓS MUNDIAL



(Foto: Getty Images)

Se na Copa do Mundo a Seleção não conseguiu o principal objetivo, ao menos tem mostrado que apesar da ferida, o pós Copa do Mundo tem sido bem digerido. Seis vitórias em seis jogos contra Estados Unidos, El Salvador, Arábia Saudita, Argentina, Uruguai e Camarões. Foram 12 gols anotados e nenhum sofrido, números que comprovam também a grade fase da defesa brasileira, que apesar das modificações em busca de testes segue muito forte.