De Espinosa a Renato: as táticas que levaram o Grêmio ao tri na Libertadores

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Confira os esquemas-base que marcaram as conquistas continentais do Imortal!

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Tricampeão!!! O triunfo do Grêmio sobre o Lanús, na grande final da Libertadores 2017, deu ao Tricolor Gaúcho a sua terceira taça e coloca o clube lado a lado de Santos e São Paulo, como brasileiro com mais Libertadores em sua prateleira.

Abaixo confira quais foram as táticas-base usadas no caminho para cada um dos triunfos continentais do Imortal!

1983: FORÇA PELA DIREITA

GFX Grêmio campeão Libertadores 1983

O Grêmio entrou na competição como vice-campeão brasileiro, e desde cedo apostou pesado na campanha. Treinador daquela equipe, Valdir Espinosa escalava um 4-3-3 que tinha no lado direito a sua maior força: o vigor físico, drible e capacidade decisiva de Renato Portaluppi. Pelo outro lado, o lateral-esquerdo Casemiro também subia bastante.

A taça foi para o antigo Olímpico após a decisão contra o tradicionalíssimo Peñarol: na ida, empate em 1 a 1 no Uruguai, na volta vitória por 2 a 1 graças aos gols de Caio e César... e de um cruzamento espetacular de Renato!

 1995: O PASSADO SE ENCONTRA AO PRESENTE

GFX Grêmio campeão Libertadores 1995

A equipe treinada por Luiz Felipe Scolari garantiu vaga graças ao título da Copa do Brasil conquistado no ano anterior, e bateu os colombianos do Atlético Nacional após disputarem 12 partidas e anotarem 25 gols.

O esquema tático usado por Felipão colocava em campo um 4-2-2-2, esquema bastante usado desde a década de 1980 no Brasil. No entanto, a execução era tão dinâmica que se assemelhava a um 4-2-3-1. Atacante de muita velocidade, Paulo Nunes se movimentava tanto que muitas vezes fechava uma trinca de jogadores atrás de Jardel, a referência no ataque. A taça veio após dois jogos: vitória por 3 a 1 na ida e empate em 1 a 1 na volta, com Dinho estufando as redes.

2017: DINAMISMO E APROVEITAMENTO DOS ESPAÇOS

GFX Grêmio campeão Libertadores 2017

Campeão da Copa do Brasil em 2016, o Grêmio começou a campanha da Libertadores 2017 com certa expectativa. Principalmente por contar com Luan na criação e finalização de jogadas. E o camisa 7 fez a diferença – inclusive com um golaço no segundo jogo da final contra o Lanús.

A equipe comandada por Renato Portaluppi levantou o título em um 4-2-3-1, com o excelente Arthur ajudando nas transições defesa/ataque e protegendo a defesa, Barrios como referência e Fernandinho na aposta da velocidade nos contra-ataques.

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